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- Contato | Luiz Simoes Artista contemporáneo
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Luiz Simoes artista contemporâneo E ao pó retornarás. Óxido What are you doing the rest of your life PROST Música para 18 coisas ViolaMe VERTIDOS As coisas Tempo 10 Tríptics Frozen SymmetroS Silent escape
- Luiz Simoes | Luiz Simoes Artista contemporáneo
Luiz Simoes artista contemporâneo Nascido no Brasil, Luiz Simoes vive e trabalha em Barcelona desde 1986. Atualmente, divide seu tempo entre seus ateliês na Espanha e no Brasil. Afastando-se de rótulos e trabalhando em diversas facetas do conceitualismo, seu trabalho inclui instalações audiovisuais, performances, pintura, escultura, arte sonora, escrita e o que mais for necessário; sempre fundamentado em uma estrutura teórica e filosófica meticulosa em torno à qual suas obras nascem e se desenvolvem. Por Pepe Font de Mora Fundación Colectania, Barcelona Tenho muito em comum com Luiz Simoes e o admiro por inúmeras razões, mas o que mais me fascina em seu caráter e em sua obra é sua capacidade de surpreender e provocar reflexão. Luiz é obcecado por diversos temas e os expressa por meio de variadas técnicas. As magníficas composições em sua série "Silent Escape" são de tirar o fôlego, transmitindo silêncio e solidão a partir de uma perspectiva sutil; ele nunca está muito distante nem muito próximo, no complexo equilíbrio entre técnica e expressão. 10 Trípticos, em que reflete sobre a nudez do pensamento, é uma série no sentido tradicional: autossuficiente, contundente e brilhante. Como nos melhores contos, sabe dosar o que dizer, nem mais nem menos, e encontra um final surpreendente e devastador. Seu desejo por compreender o mundo, talvez devido à sua formação científica e extensas viagens, é evidente nas séries “Tempo” e “Óxido”, onde sua reflexão sobre a oxidação como metáfora do início da vida nos conecta com nossa fragilidade. “Vertidos”, “Las cosas”, “Música para 18 cosas” e Prost são as suas obras mais sinfónicas. Incorporam performance, som, música e instalação audiovisual. O espaço expositivo se faz necessário para refletirmos sobre a natureza do universo com o qual coexistimos. Convido vocês a se deixarem envolver e seduzir pela obra de um artista que se torna cada dia mais complexo e sugestivo. Seleção de exposições e instalações 2024 - ÓXIDO. Museo Internacional del Barroco, Puebla - México 2023 - What are you doing the rest of your life? Galeria Ybakatu, Curitiba - Brasil 2023 - Què faràs? Instalación permanente - Cidade da Música, Curitiba - Brasil 2019 - Música para 18 cosas. Fundación Miró Barcelona - Espanha 2015 - PROST. Fundación Miró, Barcelona - Espanha 2014 - Emptiness - Artphilein Collection on display. Artphilein Foundation Lugano - Suíça 2012 - PROST. Kunsthalle - Museumsquartier, Viena - Áustria 2011 - Selected Works. Gassmann Zürich - Suíça 2011 - Música para 18 cosas y Requiem para 2 Basuróphonos. Artium Museo, Vitoria - Espanha 2010 - Viola-Me y Música para 18 cosas. Artista invitado, Il Corpo Violato, Turín - Itália 2009 - Artista invitado, Hot Art Basel 09. Basel - Suíça 2009 - Artista invitado, Las Cosas. 10ª Bienal de La Habana - Cuba 2009 - VERTIDOS. Centro Cultural Puertas de Castilla, Murcia - Espanha 2008 - VERTIDOS. Galería Blanca Berlín, Madrid - Espanha 2008 - Arco 08, Mi propuesta. Colectiva Galería Joan Gaspar, Madrid - Espanha 2007 - Silent Escape. Galería H2O, Barcelona - Espanha 2006 - VERTIDOS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 2006 - SymmetroS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 1998 - Around the Himalayas. Museu da República, Rio de Janeiro - Brasil 1998 - Around the Himalayas. Museu da Imagem e do Som, São Paulo - Brasil 1996 - Voices. Instalación audiovisual en el metro de Barcelona. Año Europeo contra el racismo - Espanha 1992 - SymmetroS. Galeria Fotoptica, São Paulo - Brasil 1992 - SymmetroS. Fundação CSN, Volta Redonda, Rio de Janeiro - Brasil 1991 - 13 Fotógrafos 13 fotos. Colectiva, Galeria 110, Rio de Janeiro - Brasil 1990 - Landscape for a future earth. Galeria Collectors, São Paulo - Brasil 1989 - Abstract Landscape. Galería Railowsky, Valencia - Espanha 1988 - Glaciares Alucinógenos. Galería Tartessos, Barcelona - Espanha Home
- Fozen | Luiz Simoes Artista contemporáneo
Quando a fotografia perde um de seus papéis históricos, o de preservar o passado, e se torna ferramenta social para mostrar o presente, Frozen (congelado) propõe uma reflexão sobre o que tivemos, o que sonhamos, o que já não temos e o que podemos preservar ou resgatar de nossos ideais e de nossas relações humanas. No início da década de oitenta, recebi amostras da Kodak de um novo filme, desenvolvido especificamente para fins técnicos e científicos. Realizei vários experimentos e a definição da imagem era a melhor que eu já tinha visto, mas o contraste era exagerado e, mesmo usando processos de ultra-compensadores, não consegui a riqueza tonal que buscava. Anos depois, a Kodak desenvolveu um revelador específico para aplicações pictóricas com esse filme. Experimentá-lo pôs fim aos meus experimentos químicos. Tudo o que eu sempre havia buscado em nitidez e riqueza tonal estava lá. Provavelmente, os cientistas da Kodak desenvolveram seu revelador com base nos mesmos princípios com os quais eu vinha experimentando. Fenidona como agente revelador, sulfito de sódio como antioxidante e benzotriazol como agente anti-fog, mas seus resultados foram melhores que os meus. Esse foi um ponto de virada em minha relação com a fotografia e me fez repensar o que eu buscava nela, muito além da técnica e da ciência. Quando a Kodak deixou de fabricar esse filme, comprei todos os rolos e placas disponíveis nas lojas de Barcelona. Sabendo que a -20°C o envelhecimento das emulsões fotográficas em preto e branco se detém, deixei-os no meu congelador, como uma relíquia à espera de uma ocasião especial. Embora as câmeras fotográficas continuem a existir, decidi construir uma câmera eu mesmo para usar esses filmes, como uma metáfora para o esforço de preservar ou resgatar o que prezamos. Uma década havia se passado quando meu amigo, Manoel Morgado, e eu decidimos realizar nosso antigo sonho de uma caminhada invernal no Himalaia, caminhando sobre o rio Zanzkar congelado. Em janeiro, o leito desse rio congela, transformando-o na rota de inverno usada pelos zanskaris há séculos. Era hora de descongelar filme, reaquecer o velho sonho e quase congelar-nos a trinta graus abaixo de zero dentro de um estreito e sombrio cânion do Himalaia. O filme estava intacto, o sonho ainda vivo, a amizade ainda firme. Mas, na verdade, a primeira vez que tirei minha relíquia do congelador foi quando meu amigo Pepe Font de Mora e eu fizemos uma travessia de bicicleta pelo Saara. Era 2008; Pepe e eu não nos víamos há uma década, mas nossa amizade estava viva e aquele velho sonho maior que nunca. No entanto, a única fotografia que fiz naquela viagem foi sobre o fracasso de um sonho. Em 1988, durante minha longa jornada pelo Saara, conheci um jovem nigeriano a caminho da Europa. O pouco que ele levava eram as economias de sua família, investidas no sonho de que ele tivesse uma vida melhor e que um dia pudesse ajudá-los. Vinte anos depois, um pequeno ponto claro na areia chamou nossa atenção e abandonamos a linha reta que tínhamos traçado com a bússola para verificá-lo... um corpo humano, parcialmente decomposto, jazia eternamente naquele vasto vazio. Ao seu redor, não havia uma mochila, uma bolsa, nem mesmo uma simples garrafa de água... apenas um par de sapatos deixado a poucos metros atrás, o último do que se havia despojado. Uma profunda sensação de tristeza me invadiu ao pensar que, na ausência de notícias, alguém poderia estar lutando entre a sensação de ter sido esquecido e a dor de ter perdido um ente querido. Que afortunados somos, de que coisas e até mesmo sonhos ou amizades, possam ser congeladas no tempo e revividas mais tarde. Mas que somos pequenos, sabendo que a vida não se congela. Talvez por isso alguns pretendam tanto "congelar o momento", como se diz em fotografia. Eu nunca tive essa expectativa. Frozen nº 1. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 2. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 3. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 4. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 5. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 6. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 7. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 54 cm. Frozen nº 8. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 9. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 54 cm. Frozen. Vídeo 2 min. Emptiness. Fotografia em gelatina de prata sobre papel baritado e areia do Saara em caixa de madeira. 60 x 28 cm. Home
- Symmetros | Luiz Simoes Artista contemporáneo
SymmetroS Tudo o que vemos, tudo o que existe... de nós mesmos a um grão de areia na mais remota das galáxias... tudo está formado do mesmo. Num espaço infinito de tempo para nós, pouco mais de cem elementos químicos foram gerando aleatoriamente, em infinitas combinações, tudo o que conhecemos, tudo o que ainda não conhecemos. As formas orgânicas são, sem dúvida, as mais complexas entre estas inumeráveis criações. Vida, é o mais extraordinário que pôde chegar a criar este eterno movimento de peças tão ínfimas. “A-tomos”, indivisível as chamamos quando intuímos por primeira vez sua existência. SymmetroS, de mim para fora, é minha participação consciente nesta busca. Encontrar o orgânico, o vivo, o humano naquilo que o forma, naquilo que realmente somos, uma simples organização das mesmas peças que formam todas as outras coisas que nos rodeiam. De mim para dentro, é a constatação de que somos tão pouco, tão insignificantes e frágeis, apesar de tão esplendorosos. Kander Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao sufureto. 100x42 cm Favaritx nº 1 Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao sufureto. 100x38 cm Favaritx nº 2 Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao ferro.100x63 cm Karakorum Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x62 cm Darcha Sundo Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao sufureto. 100x69 cm Arenitus Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x63 cm Dolomitus Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x63 cm Pumo-Ri Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x63 cm Cho-la Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x76 cm Pang Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao cobre. 100x65 cm Itatiaia Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x83 cm Gnozumpa Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio e ao ouro. 100x87 cm Hunza Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x42 cm Tso Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x75 cm Gokyo Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x84 cm Kander . Gelatina de plata virada al sufuro. 100 x 42 cm. Khumbu Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao sufureto. 100x77 cm Body Karbu Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao sufureto. 100x62 cm Kala Patar Gelatina de prata sobre papel de algodão virada ao selênio. 100x55 cm SymmetroS na Fundação Brasilea. Suíça, maio/junho de 2006 Trechos do concerto de Sofia Gubaidulina na noite de encerramento da exposição, com a presença da compositora. Home
- Óxido | Luiz Simoes Artista contemporáneo
ÓXIDO É uma bela e simples reflexão, a de que uma árvore cresça em duas direções. A copa é bela, e a raiz, invisível. O que vemos muitas vezes vem do que é profundo, escuro, oculto. A metáfora da oxidação como ponto de partida pode parecer absurda. Normalmente a associamos ao envelhecimento, ao desgaste, à passagem do tempo. Mas a oxidação deveria levar-nos a refletir sobre o que é necessário para que algo se oxide, e a resposta é óbvia: oxigênio. No entanto, houve um longo período em que nossa atmosfera era tóxica e inóspita à vida, até que os primeiros organismos vivos começaram a transformar aquela atmosfera primitiva do Pré-Cambriano, preenchendo-a com oxigênio através da fotossíntese. Portanto, para que algo se oxide, foi necessário que algo nascesse, existisse, no mais profundo sentido que a possa ter palavra existência. Uma rocha, ou mesmo o universo como o conhecemos, um dia deixará de existir, mas a consciência dessa finitude nos transforma em seres inquietos e reflexivos, cheios de perguntas, sedentos. “Óxido” é uma segunda interpretação da minha reflexão mais fundamental, presente em toda a minha obra: a existência. É uma extensão de meu projeto anterior, “Tempo”, iniciado em 2006 e ainda inacabado. Enquanto “Tempo” é fotografia e lida com a irreversibilidade, através da ideia de fotografar com câmeras construídas para uma situação específica e com uma única placa de filme, onde não há segunda chance; “Óxido” é pintura, alterável em todo o processo, da primeira à última linha, pincelada ou forma. É o desejo de acreditar que sim, podemos e devemos intervir, criar o destino, fazer de nossa breve existência o momento e o lugar para ser e dar o melhor que possamos. Tudo tem um começo, tudo tem um fim. Criar é minimizar a angústia de sabê-lo. É talvez alcançar a um ponto em que já não soframos por isso, através da reflexão, em processos que são como raízes escuras e subterrâneas, invisíveis para os outros, mas que nutrem e dão forma ao que tornamos visível através de nosso pensamento. El Bardo - Óxido e Hidróxido de Ferro, Acrílico e Cordas de Contrabaixo sobre Tela sobre Madeira. 300 x 180 cm Paraíso, céu, inferno, purgatório, bardo, são conceitos presentes em diversas culturas. A busca de significado, de destino, de um lugar onde sejamos ser eternos. El Bardo é minha reflexão sobre a ideia de que este lugar é aqui mesmo, em nossa simples e limitada existência; onde residem nossos sonhos, nossos ideais, nossos dramas e conflitos, nossas perguntas e nossa falta de respostas, nossas frustrações e conquistas, nosso esforço para sermos e darmos o melhor que possamos. El Bardo talvez seja o melhor que pintei até hoje, possivelmente o que mais se aproxime do que almejo, uma de minhas obras que melhor represente este momento da minha vida, tão repleto de amor genuíno pelo que faço e por pessoas habitam minha vida. Sobre ele paira a sensação de que ainda há muito por fazer; o eterno "E o que está por vir!" enquanto estivermos aqui. Empatia - Óxido e hidróxido de ferro e limalha de ferro sobre tela em madeira com ímãs. 88 x 100 cm Óxido nº 1 - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica earame oxidado sobre tela em madeira. 70 x 70 cm Óxido nº 2 - Óxido e hidróxido de ferro e ferro oxidado sobre tela sobre madeira. 110 x 70 cm Óxido nº 3 - Óxido e hidróxido de ferro, corda de contrabaixo e ferro oxidado sobre tela em madeira. 110 x 70 cm Popocatépetl - Cinza vulcânica e óxido de ferro sobre tela em madeira. 120 x 35 cm. Espectróxido - Ferro oxidado, óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm Espectróxido invertido - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm A Corda bamba - Óxido de ferro e disco abrasivo quebrado sobre tela e corda de piano em grade de ferro. 64x43 cm A Caixa - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano em caixa de ferro. Instalação sonora/sensorial 230x150x180 cm Museo internacional del Barroco, Puebla - México. Outubro/Novembro de 2024 Visita guiada à exposição OXIDO, novembro de 2024 Apoio cultural Home
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Luiz Simoes contemporary artist E ao pó retornarás. Óxido What are you doing the rest of your life? PROST Música para 18 coisas ViolaMe VERTIDOS As coisas Tempo 10 Tríptics Frozen SymmetroS Silent escape