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19 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Silent escape | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Silent escape Não busco a paisagem descritiva. Aqui não encontrarás o Everest nem os famosos picos da Patagonia ou do Karakorum. Aqui encontrarás o silencio. O silencio que pode estar naquelas montanhas e desertos enquanto eu estava ali, ou o silencio no qual as vezes nos submergimos estando rodeados de pessoas. Em cada uma destas imagens, tão simples, frias e desoladas, não há nada mais que meu simples desejo de reflexão sobre o silencio. Silencio que pode fascinar ou assombrar. O silencio do qual muitos desejam escapar-se, e no qual alguns se escapam. Kanderfin. Suíça 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Gornergletscher. Suiza 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Le Grand Capucin. França 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Brenva. Itália 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Kala Patar . Nepal 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Makalu . Nepal 1993. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Pumo-Ri . Nepal 1993. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Gorak Shep . Nepal 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Padun Zanzkar . Índia 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Zanzkar . Índia 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Ordesa . Espanha 1986. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Cañón de Ordesa . Espanha 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Muttehornglatcher. Suíça 1987. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Cho-La. Nepal 1993. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Ngozumpa . Nepal 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Tsoh. Nepal 1989. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Prateleiras. Brasil 1990. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Itatiaia. Brasil 1991. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Kerzas. Argélia 1988. Gelatina de prata sobre papel baritado virado em selenio. Home

  • Vertidos | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    VERTIDOS VERTER: Do Latín vertěre - Derramar, jogar fora VESTIR: Do Latín vestīre - Proteger ou adornar o corpo Lembro-me que quando estava na universidade no Rio, havia um grafite em uma parede que dizia: N ã o adianta lutar, o Sol se apagará dentro de 6 bilhões de anos . Na mesma parede, alguém pintou: Que alívio! Pensava que seria em 6 milhões. Na natureza, tudo sempre ocorreu em uma escala de tempo não humana. É verdade que um dia o sol deixará de brilhar, que a vida em nosso planeta tem prazo de validade, mas estamos acelerando esse processo, tornando-o visível. Nos últimos cem anos, queimamos mais reservas naturais do que em quatro bilhões de anos de atividade orgânica no planeta. Podemos deixar que a história continue sendo lenta? Luiz Simoes, 2004 Os Vertidos alumínio, papelão, plástico, tetra pak e vidro - 2004/2005 Tudo tem ciclos. As histórias que imaginamos têm ciclos; nós temos ciclos e, dentro deles, imaginamos e criamos de formas diferentes. Em 2004, quando me surgiu a ideia de VERTIDOS, em meu pensamento predominava a visão de quão belos somos, capazes de criar beleza mesmo em situações de dificuldade e escassez; ao mesmo tempo, eu queria refletir sobre nossa capacidade destrutiva, tão contrastante e incoerente com nossa capacidade intelectual. Nos anos seguintes, diferentes ciclos me levaram a outras visões. Surgiu então uma segunda série de fotografias, nas quais corpos exaustos e sujos, adornados com nossas criações, jazem sobre a terra. Em minha contínua reflexão, anos mais tarde, criei uma série de pinturas objetuais com aqueles mesmos vestidos, nas quais os corpos já não estão presentes, restando apenas os vestígios de nossas criações. Hoje, vinte anos depois, em meu ciclo atual, inicio uma nova série de obras utilizando o pó desses mesmos materiais, alumínio, plástico, tetra pak, vidro e papelão. A pergunta que me fiz em 1988, durante minha solitária travessia do Saara, volta à minha mente: Cem mil? Um milhão? Quantos anos passariam até que tudo o que construímos desmoronasse e, lentamente, a terra e as ervas daninhas cobrissem tudo, apagando para sempre qualquer vestígio de nossa fugaz presença no planeta? E minha pergunta atual permanece a mesma: Podemos permitir que a história continue sendo lenta? Luiz Simoes, 2024 alumínio, papelão, plástico, tetra pak e vidro - 2007 Vertido de alumínio Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vestido de alumínio sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de plástico Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vestido de plástico sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de tetra pak Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vestido de tetrapak sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de papel ã o Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vestido de papel ã o sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de vidro Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vestido de vidrio sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Pó Pó de Vidro Acrílica, pigmentos de ferro, resina e pó de vidro sobre tela em uma caixa de exibição, 100x130x5 cm Em processo Pó de Alumínio, Pó de Plástico, Pó de Tetra Pak, Pó de Papelão Pó Eletrônico, Pó Metálico Os objetos No poema "Aventura", o protagonista é um frasco que o poeta Manoel de Barros encontra de cabeça para baixo e vazio em um lugar remoto. Nesse estado de abandono, o pote não continha nada além do vazio. Não faz muito tempo, essa vasilha deve ter sido o centro das atenções, atraindo o desejo daqueles que a queriam por perto por causa do que havia dentro. Talvez recebesse olhares de admiração por conter algo que despertava prazer imediato. Imagino que esse pote, agora vazio e abandonado na floresta, possa ter sido um recipiente de doces ou sorvetes. Ocupando o centro da mesa, recebia olhares ansiosos. Quando desejado, o pote pode ter se iludido, pensando que era desejado pelo que era e não pelo que continha temporariamente. Imensa será sua tristeza agora, abandonado. Rejeitado pelos humanos e seus desejos inconstantes, somente a natureza o quer. A natureza nunca despreza; ao contrário, acolhe, regenera, preenche vazios. Disso já sabia Spinoza. Inútil, a lata já não servia para nada, exceto para a metamorfose, pois é isso que a natureza produz em tudo que, recebendo seus cuidados, passa por uma espécie de contágio, uma comunhão. "Depois de se dissolverem na natureza, as latas podem até encantar borboletas", previu o poeta. Algum tempo depois, o escritor teve que retornar ao mesmo lugar remoto. Lembrou-se da lata vazia e abandonada e preparou-se para ver novamente aquela cena triste. Contudo, nesse ínterim, sem que o poeta soubesse, um passarinho voou "por acaso" sobre a lata e depositou uma semente em seu ventre vazio. Já havia lá areia e poeira, depositadas pela natureza. As chuvas e os ventos deram à gestação do frasco força para dar à luz", e onde antes havia vazio, emergiu um poema vivo. Daquele ventre, floresceu uma roseira... "Se não dermos nosso amor, ele apodrece dentro de nós", disse o poeta, agradecendo ao frasco por essa lição que recebera na forma de rosas. Porque o frasco agora estava repleto da beleza que a natureza nos oferece sem pedir nada em troca. Elton Luiz Leite de Souza Filósofo. Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro Uma Tv Cópia de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100x130 cm Um par de cadeiras Cópia de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100x130 cm O carrinho Cópia de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100x130 cm Casaco Cópia de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100x130 cm A moto Cópia de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100x130 cm O vazio Terra Acrílica sobre tela. 130x400 cm Escuridão Acrílica sobre tela. 130x400 cm Expansão Acrílica, pigmentos e pó metálico sobre linho. 130x200 cm Vazio Acrílica sobre tela. 130x200 cm Ausência Acrílica sobre tela. 130x200 cm Réquiem para 2 Basuróphonos A obra baseia-se na ideia de que em um futuro decadente e degradado, onde os únicos recursos fossem restos de tempos mais prósperos, um personagem que nunca houvesse visto um instrumento musical, construísse sob sua intuição e com escassos recursos, dois instrumentos semelhantes a um violoncelo e um contrabaixo, com os quais expressar seu lamento pela situação de penúria em que se encontra. A música é inspirada no ruído contínuo do caminhão de lixo acelerando seu motor. Reproduzindo os sons com a minha voz, gravei vários fragmentos e, editando-os em linha de tempo, criei a sequência. Foi a forma de compor a minha música sem ser músico. A sequência, em sua forma original, foi interpretada pelo violoncelista Ivan Lorenzana utilizando os instrumentos construídos com lixo, "basura" em espanhol, daí seus nomes Basuróphonos. Réquiem para 2 Basuróphonos é um lamento, um diálogo entre os dois instrumentos, que gira em torno de si mesmo em uma peça que alude ao que estamos fazendo... acelerando. . Réquiem para 2 Basuróphonos Instalação audiovisual para três projetores de slides controlados digitalmente. 7 minutos Musitekton - Barcelona, 24 de março de 2012 Iván Lorenzana - Basuróphono mezzo Ernesto Vargas - Basuróphno basso Entrevista Réquiem para 2 Basuróphonos video 4 minutos. Making of Vertidos - video 4 minutos Making of Ausência - video 4 minutos Brasilea Foundation. Basel, 2006 Galería Blanca Berlin. Madrid, 2008 Centro Cultural Puertas de Castilla. Murcia, 2009 Gassmann Zürich, 2011 Home

  • What are you doing the rest of... | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    What are you doing the rest of your life? Falar sobre meu projeto What are you doing the rest of your life? requer retroceder ao ano 2006, quando apresentei na Suíça minha instalação audiovisual Réquiem para 2 Basuróphonos, na qual discurso sobre o esgotamento de recursos. Imaginando-me em um decadente futuro hipotético, construo dois instrumentos musicais, sob minha intuição e sem mais recursos que restos de tempos mais ricos; lixo, basura em espanhol, daí o nome dos instrumentos, Basuróphonos. Assim nasce minha aproximação à arte sonora, que anos mais tarde me levou a realizar o projeto Música para 18 coisas, no qual, sem ser músico nem lutier, construo instrumentos para uma orquestra e componho uma obra musical, questionando o que esperamos das pessoas, o que fazemos de nossas próprias vidas, ou porque ao conhecer alguém, o primeiro que se pergunta é a que se dedica. Um episódio particular me levou a estabelecer qual seria o fio condutor deste novo projeto. Certo dia, uma amiga tocou acidentalmente uma tecla do piano e lhe pedi que a repetisse. Após repeti-la, perguntou-me porquê e lhe respondi que era a primeira nota que toca Bill Evans na música What are you doing the rest of your life? E ela então me perguntou, “o que você está fazendo do resto de sua vida, que sempre diz que começará a estudar música e nunca o faz?” Decidi então que aquela nota e as duas seguintes seriam a interrogação, a razão de existir de Música para 18 coisas, sem dúvida minha obra mais difícil e audaciosa, repleta de perguntas, de ignorância e necessidade de aprendizagem. Após meses de elaboração, ensaiando cada sábado e domingo com 14 músicos em meu ateliê de Barcelona, lidando com minhas limitações e uma infinidade de questionamentos, técnicos ou conceituais e após a premier na Itália, no País Basco e em Barcelona, decidi refazer aquela mesma pergunta, repetir aquelas mesmas notas, Do – Si – Mi. “Que fa – rás?” em uma obra extremamente mais simples, sozinho em meu estúdio, utilizando técnicas e materiais que conheço. Assim, em um momento de necessidade de reclusão, nasceu "Que farás?", cheio de referências de pessoas e de circunstâncias importantes em minha vida, que atraíram ou repeliram, mas que muito influenciaram, quando a palavra Influencer ainda não existia com o significado atual. Nasceu como obra, mas ficou adormecido por anos, como ponto de partida de uma nova série de obras nas quais eu repetiria aquela mesma simples pergunta, “que farás” em diferentes circunstâncias da vida? Assim como em outras de minhas obras, óxido e hidróxido de ferro e até mesmo o próprio processo de oxidação se fundem em gestos de expressionismo e abstração, que aludem à vida e à mais primordial de todas as questões, a existência. A adaptação de "Que Farás?" em formato mural de grande escala, para a Rua da Música, no Parque Jaime Lerner em Curitiba, foi sem dúvida o catalisador que reavivou e impulsionou o projeto, que havia permanecido por mais de uma década em estado de gestação, na fila de perguntas de outros projetos, ou talvez, esperando por um momento circunstancial de minha vida que me impusesse uma vez mais a pergunta… What are you doing the rest of your life? E meu coração bate… uma vez mais, e ao mesmo tempo uma vez menos... Não sei, tenho mais e mais perguntas a cada segundo. Què faràs? - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica e cordas de piano sobre tela em madeira. 108 x 193 cm Que farás? - Óxido e hidróxido de ferro, chapas de ferro acrílicas e cordas de piano. 7 x 15 m. Making of Que farás? Curitiba - vídeo 2 min. Que farás separado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 113 x 138 cm Que farás polarizado? Óxido e hidróxido de ferro e corda de piano sobre madeira. 88 x 80 x 8 cm Que farás gritando? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 140 x 73 cm Que farás afogado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre madeira de rio. 110 x 20 cm Que farás, influencer? Pó de ferro, vidro, ímã e óxido de ferro. 40 cm x altura variável Que farás sem livros? Madeira, papel, tecido, cordas de piano, óxido e hidróxido de ferro. 23 x 31 cm Que farás calado? Óxido e hidróxido de ferro, corda e abafadores de piano sobre tela em madeira. 120 x 80 cm Making of Que farás, calado? - vídeo 7 min. Making of Que farás, gritando? - vídeo 6 min. Galeria Ybakatu, Curitiba - vídeo 1 min. Making of Què farás? - vídeo 1 hora Home

  • PDF | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Download PDF Óxido What are you doing the rest of your life? Prost Música para 18 coisas ViolaMe Vertidos As coisas Tempo 10 Tríptics Symmetros Frozen O lugar dos lugares Home

  • Livros | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Khumbu narra minha primeira viagem ao Himalaia, os últimos quatro meses de uma longa jornada de mais de três anos, na qual tudo o que eu fazia representava para mim uma espécie de aprendizado, uma preparação para chegar a Khumbu; o mais alto, como o próprio significado da palavra sugere em sherpa. O manuscrito se tornou um projeto de livro, que nunca chegou a ser publicado, mas que será lançado em breve. Cem mil? Um milhão? Quantos anos se passariam até que tudo o que construímos desabasse e, lentamente, a terra e as ervas daninhas cobrissem tudo, apagando para sempre todos os vestígios da presença fugaz da nossa espécie no planeta? Zaoutallaz é um romance futurista nascido dessa pergunta, que surgiu em minha mente durante minha solitária viagem de bicicleta de quase cinco mil quilômetros pelo Saara argelino em 1989, quando avistei aquele ônibus enferrujado em meio a um mar de rochas marrons e comecei a imaginar uma Terra despovoada e um pequeno grupo de sobreviventes e suas reflexões sobre a humanidade extinta. Os manuscritos que escrevi durante minha jornada se tornaram, nos anos seguintes, um romance que nunca foi publicado, mas que em breve será. Catálogo da exposição SymmetroS na Fundação Brasilea, Suíça, 2006. 36 páginas, impressão em quatricromia em papel couchê acetinado, com textos em alemão, inglês e espanhol. Catálogo da exposição "VERTIDOS e AS COISAS" na Galeria Blanca Berlín em Madrid, 2008. 44 páginas, impressão em hexacromia em papel couché semibrilhante, com textos em inglês e espanhol. Disponível em formato impresso e PDF. Catálogo da exposição VERTIDOS na Fundação Brasilea, Suíça, 2006. 28 páginas, impressão em hexacromia em papel couchê acetinado, com textos em alemão, inglês e espanhol. DVD do projeto Musica para 18 coisas , apresentando a obra completa gravada ao vivo no Auditório La Fontana em Barcelona. Inclui também entrevistas em vídeo e um livreto de 16 páginas com fotos e textos sobre o projeto. Disponível em formatos físico e digital para download. CD de áudio com a música da obra Eva, Adam e as coisas e improvisações sobre o tema. Inclui um livreto tríptico com fotos e textos. Inclui também o tema de Requiem para 2 Basuróphonos e o primeiro encontro do violoncelista Ivan Lorenzana com os Basuróphonos. Poucas cópias disponíveis. 01 Eva Adan y las cosas 00:00 / 13:47 02 Improvisación sobre el tema 00:00 / 03:32 07 Primer encuentro de Ivan con los Basuróphonos 00:00 / 01:08 09 Réquiem para dos Basuróphonos 00:00 / 08:51 Home

  • y al polvo volverás | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    e ao pó retornarás …e ao pó retornarás é um projeto recém-iniciado no qual estou utilizando, como pigmentos para uma série de pinturas, terras, areias e pedras trituradas que venho coletando há décadas em lugares por onde viajei ao longo da minha vida. Embora esteja bastante avançado conceitual e formalmente, ainda se encontra em fase inicial de produção. B P S - Areia do Saara, grafite e dióxido de titânio sobre linho. 130 x 81 cm . Vagando por este imenso deserto, dia após dia acampo onde quer que me encontre, quando se aproxima a mágica hora do crepúsculo. Os azuis profundos dão lugar a vermelhos, lilases, cinzas e ao negro. No mais extremo isolamento que já vivenciei, preparo meu jantar, ouço minha música, escrevo e contemplo o mais majestoso e desconcertante de todos os céus, que me esmaga sobre a Terra e me invade com um profundo sentimentodeo de insignificância. Como cada grão de areia neste vasto deserto, quão pequenos e insignificantes somos nós no Cosmos . Argélia, solstício de inverno 1988 ETER - instalação audiovisual para 4 projetores de slides, luz e fumaça, projetada sobre a pintura "Meus planos". 5,2x1,95 m ETER Do latim æthēr e do grego aithēr: céu, firmamento, o ar puro e brilhante acima. Em sânscrito “akasha”, o quinto elemento, o espaço no qual tudo existe, que não tem a firmeza da terra, o frescor da água, o calor do fogo, nem o movimento do ar... O Éter Luminífero, que os antigos acreditavam preencher todo o escuro cosmo e permitir que a luz viajasse. A própria essência do vazio. Vazio, no qual me encontro, e que me conduz à pergunta sem resposta... “o nada primordial”, anterior à matéria, à energia e a tudo o que viemos a compreender ou inventar. “O nada” que me redime, que me coloca em minha condição de pó, ao qual tudo retornará. Que me mostra a falta de sentido do todo e todo o sentido de minha breve existência, em paz com nossa pequenez, com nossa irrelevância, com nossa finitude e livre da busca pela eternidade. Khumbu, dezembro 2024 Home

  • Prost | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    PROST Kunsthalle Museumsquartier , Viena Março 2012 Fundação Joan Miró , Barcelona Março/junho 2015 Luiz Simoes e Sabina Simón Ainda fluindo através do universo, a onda eletromagnética de 160,2 GHz conhecida como Radiação Cósmica de Fundo é, supostamente, o eco do Big Bang. Normalmente associamos a idéia de eco como pós-algo, mas dificilmente a concebemos como causa-de, como causa de um novo drama que evoque uma nova reverberação, produzindo, talvez, outro estado e assim sucessivamente. Um universo em expansão, a caminho a um novo colapso, é parte de uma "liberdade evolutiva" que talvez somente na queda encontre uma forma de renascer. Kunsthalle - Museumsquartier. Viena. Março de 2012 Fundação Joan Miró . Barcelona, março/junho de 2015 Durante uma vernissage, os convidados estão tomando taças de vinho (a taça como metáfora de celebração, clímax e felicidade). No centro da sala, uma mesa de vidro com quatro alto-falantes posicionados nos cantos está suspensa por cabos de aço. Os alto-falantes reproduzem o agradável som das taças em resonância. Esse som harmônico começa a aumentar de volume, incomodando o público. Nesse momento, uma advertência se ouve pelo alto-falante: Atenção, por favor. Informamos que sua taça pode esplodir em sua mão a qualquer momento. Recomendamos deixá-la sobre a mesa. Continuar segurando-a, será por sua conta e risco. Ninguém se responsabilizará por isso. As pessoas começam a deixar suas taças na mesa, e o som quebra algumas das taças próximas aos alto-falantes. A mesa, repleta de taças, começa a subir lentamente, puxada pelos cabos de aço. O som se intensifica fortemente e, a grande altura, o tampo de vidro, incapaz de resistir, se quebra. Uma enorme cascata de vidro cai sobre uma placa de madeira negra, coberta com resina de poliéster, posicionada no lugar de impacto. Ao solidificar-se a resina, os fragmentos brilhantes de vidro se aderem à superfície negra, como metáfora de um novo universo, contendo ordem e entropia. PROST Viena , 2012 - Resina de poliéster, vidro e taças de vinho sobre madeira tingida. 210 x 130 cm PROST Barcelona , 2015 - Resina de poliéster, vidro e taças de vinho sobre madeira tingida. 260 x 160 cm Ensaio técnico em escala reduzida Apoio cultural Home

  • Contato | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Barcelona +34 619333724 Calle Santa Madrona, 15 Local 9 - Barcelona Rio +5521 974555159 Rua 16, nº28 / 2 Praia de Itaipuaçu. Maricá - Rio de Janeiro luiz@luizsimoes.com www.luizsimoes.com Home

  • Home | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Luiz Simoes artista contemporâneo E ao pó retornarás. Óxido What are you doing the rest of your life PROST Música para 18 coisas ViolaMe VERTIDOS As coisas Tempo 10 Tríptics Frozen SymmetroS Silent escape

  • Luiz Simoes | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Luiz Simoes artista contemporâneo Nascido no Brasil, Luiz Simoes vive e trabalha em Barcelona desde 1986. Atualmente, divide seu tempo entre seus ateliês na Espanha e no Brasil. Afastando-se de rótulos e trabalhando em diversas facetas do conceitualismo, seu trabalho inclui instalações audiovisuais, performances, pintura, escultura, arte sonora, escrita e o que mais for necessário; sempre fundamentado em uma estrutura teórica e filosófica meticulosa em torno à qual suas obras nascem e se desenvolvem. Por Pepe Font de Mora Fundación Colectania, Barcelona Tenho muito em comum com Luiz Simoes e o admiro por inúmeras razões, mas o que mais me fascina em seu caráter e em sua obra é sua capacidade de surpreender e provocar reflexão. Luiz é obcecado por diversos temas e os expressa por meio de variadas técnicas. As magníficas composições em sua série "Silent Escape" são de tirar o fôlego, transmitindo silêncio e solidão a partir de uma perspectiva sutil; ele nunca está muito distante nem muito próximo, no complexo equilíbrio entre técnica e expressão. 10 Trípticos, em que reflete sobre a nudez do pensamento, é uma série no sentido tradicional: autossuficiente, contundente e brilhante. Como nos melhores contos, sabe dosar o que dizer, nem mais nem menos, e encontra um final surpreendente e devastador. Seu desejo por compreender o mundo, talvez devido à sua formação científica e extensas viagens, é evidente nas séries “Tempo” e “Óxido”, onde sua reflexão sobre a oxidação como metáfora do início da vida nos conecta com nossa fragilidade. “Vertidos”, “Las cosas”, “Música para 18 cosas” e Prost são as suas obras mais sinfónicas. Incorporam performance, som, música e instalação audiovisual. O espaço expositivo se faz necessário para refletirmos sobre a natureza do universo com o qual coexistimos. Convido vocês a se deixarem envolver e seduzir pela obra de um artista que se torna cada dia mais complexo e sugestivo. Seleção de exposições e instalações 2024 - ÓXIDO. Museo Internacional del Barroco, Puebla - México 2023 - What are you doing the rest of your life? Galeria Ybakatu, Curitiba - Brasil 2023 - Què faràs? Instalación permanente - Cidade da Música, Curitiba - Brasil 2019 - Música para 18 cosas. Fundación Miró Barcelona - Espanha 2015 - PROST. Fundación Miró, Barcelona - Espanha 2014 - Emptiness - Artphilein Collection on display. Artphilein Foundation Lugano - Suíça 2012 - PROST. Kunsthalle - Museumsquartier, Viena - Áustria 2011 - Selected Works. Gassmann Zürich - Suíça 2011 - Música para 18 cosas y Requiem para 2 Basuróphonos. Artium Museo, Vitoria - Espanha 2010 - Viola-Me y Música para 18 cosas. Artista invitado, Il Corpo Violato, Turín - Itália 2009 - Artista invitado, Hot Art Basel 09. Basel - Suíça 2009 - Artista invitado, Las Cosas. 10ª Bienal de La Habana - Cuba 2009 - VERTIDOS. Centro Cultural Puertas de Castilla, Murcia - Espanha 2008 - VERTIDOS. Galería Blanca Berlín, Madrid - Espanha 2008 - Arco 08, Mi propuesta. Colectiva Galería Joan Gaspar, Madrid - Espanha 2007 - Silent Escape. Galería H2O, Barcelona - Espanha 2006 - VERTIDOS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 2006 - SymmetroS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 1998 - Around the Himalayas. Museu da República, Rio de Janeiro - Brasil 1998 - Around the Himalayas. Museu da Imagem e do Som, São Paulo - Brasil 1996 - Voices. Instalación audiovisual en el metro de Barcelona. Año Europeo contra el racismo - Espanha 1992 - SymmetroS. Galeria Fotoptica, São Paulo - Brasil 1992 - SymmetroS. Fundação CSN, Volta Redonda, Rio de Janeiro - Brasil 1991 - 13 Fotógrafos 13 fotos. Colectiva, Galeria 110, Rio de Janeiro - Brasil 1990 - Landscape for a future earth. Galeria Collectors, São Paulo - Brasil 1989 - Abstract Landscape. Galería Railowsky, Valencia - Espanha 1988 - Glaciares Alucinógenos. Galería Tartessos, Barcelona - Espanha Home

  • Tempo | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Em memória de meu amigo Elmar Thome, que esperou tudo o que pôde; e de meu querido pai, que não pôde. Que breve uma existência, este lapso que temos para fazer algo, ser algo, deixar marca de nosso passo durante o vagar de nosso lar pelo cosmos; eterno movimento no qual tão brevemente estamos. Basileia, junio 2006 Tempo Reproductor de CD e circuitos electrônicos sobre ferro oxidado. 33x33 cm. 2 min. Cada clic de um relógio jamais retrocedera. Na precisão de um segundo quase duas pessoas morrem e mais de quatro nascem, incrementando a população da Terra em 2,44 novos indivíduos por segundo. 0,1 novas infecções do HIV, 0,42 hectares de floresta se perdem. 967 barris de petróleo se bombeiam. 1,14 carros e 2,66 novos computadores se produzem, contrastando incrivelmente com o ritmo de outros tempos. Nosso planeta se originou do disco de gás e pó que rodeava o recentemente formado sol, faz 4600 crones. Desde que os primeiros organismos primitivos começaram a povoar os oceanos e processo de fotossíntese começou a encher de oxigênio a atmosfera, criando o ambiente oxidante no qual vivemos hoje, foram necessários mais de 4000 crones para a chegada dos primeiros hominídeos. Nossa civilização tem menos des três crones. Mais fácil começar a dizer três milhões de anos. Três milhões de anos de pré-história e uns cinco mil anos de historia. Que processo tão lento... no qual a imensa maioria dos indivíduos simplesmente desapareceu como se nunca houvesse existido. A cada segundo, incontáveis sonhos se estão vivendo, tantos novos anseios, tantas frustrações, tantos prólogos e epílogos, com algo pelo meio que chamamos existência. Vida pode ser, ao mesmo tempo, algo extraordinário e sem sentido. Viver o melhor que possamos é o grande sentido de estar aqui, acreditando que a cada um destes clics podemos ser melhores em alguns aspectos, não em todos, mas em alguns... mesmo sabendo que quase todos seremos esquecidos algum dia. No entanto, somos 2,44 mais a cada segundo, a cada clic... e meu coração bate uma vez. Uma vez mais... e ao mesmo tempo uma vez menos. Não sei... tenho mais e mais perguntas a cada segundo. A ideia de construir câmeras para situações específicas, com uma determinada lente, enfocada para uma única distância predeterminada, sem visor e com uma única placa de filme, estabelece metaforicamente uma reflexão sobre o quão irrepetível, irreversível e frágil é tudo. O aprender Anja Gödicke, minha assistente em seu último dia em meu estúdio. Uma placa de negativo grande formato exposta 27 de junho de 2006 e revelada no dia seguinte, quando ela já estava em seu vôo de volta a Berlin e mais tarde a sua longa viagem pela África. Gelatina de prata sobre papel de algodão e ferro oxidado. 50x50 cm O suicídio Gelatina de prata sobre papel de algodão e ferro oxidado. 50x50 cm A gravidez Laia, 30 semanas Gelatina de prata sobre papel de algodão e ferro oxidado. 50x50 cm O parto Laia, 41 semanas Gelatina de prata sobre papel de algodão e ferro oxidado. 50x50 cm O começar Roger, 90 segundos Gelatina de prata sobre papel de algodão e ferro oxidado. 50x50 cm A velhice Paul Spieler e seu paraíso Gelatina de prata em papel baritado e a câmera de Paul sobre ferro oxidado. 58x68x24 cm O conhecimento Fotografia da biblioteca de Montserrat em gelatina de prata sobre papel de algodão, chapa oxidada, livro e Leds em gaveta de madeira. 35x70x15 cm O sonhar Eu era jovem, sonhando conhecer lugares, com ter meu próprio laboratório, economizando para um ampliador. Hoje posso encontrar um no lixo da esquina. Posso comprar por apenas 10 euros no mercado de los Encantes uma câmara como a que me deu minha avó quando eu tinha 15 anos. Negativo preto e branco projetado por um ampliador oxidado, timer mecânico e ferro oxidado. 110x100x80 cm Reminiscências Álbum de fotos preto e branco, slides digitalizados em tela TFT, HDs e eletrônicos em gaveta oxidada. 38x70x26 cm A enfermidade Jennifer. Diagnosticada com Esclerose Múltipla aos 18 anos. Duas gelatinas de prata em papel de algodão em cada lado de uma placa de ferro oxidado, pendurada por fio de ouro. 150x50 cm A morte Gelatina de prata sobre papel de algodão em cofre de ferro oxidado. 18x23x30 cm Tempo Relógio e ferro em cofre de ferro oxidado. 17x21x25 cm A obsolescência Gelatina de prata sobre acrílico transparente, 1169 válvulas termoiônicas, mini lâmpadas e circuitos eletrônicos em caixa oxidada. 104x104x11 cm A Oxidação nº 1 Oxidação controlada en pó de ferro em medio acrílico e filme branco e preto virado em sulfuro em caixa de luz. 100x95x5 cm A Oxidação nº 2 Oxidação controlada en pó de ferro em medio acrílico e filme branco e preto virado em sulfuro em caixa de luz. 100x195x5 cm A Oxidação nº 3 Oxidação controlada en pó de ferro em medio acrílico, sobre madeira. 100x195x5 cm O caldo primordial Vídeo, tela e chapa de ferro oxidado. 3 min. 50x50 cm Não poderá voltar a entrar Instalação audiovisual. 20 slides, projector e som, em câmara escura. 2x2x2,5 m Para entrar na câmara, os visitantes devem identificar-se e não poderão entrar uma segunda vez. Dentro da câmara escura, cada imagem é projetada por apenas um segundo em intervalos aleatórios. Em preparação A permanência O acidente Home

  • Fozen | Luiz Simoes Artista contemporáneo

    Quando a fotografia perde um de seus papéis históricos, o de preservar o passado, e se torna ferramenta social para mostrar o presente, Frozen (congelado) propõe uma reflexão sobre o que tivemos, o que sonhamos, o que já não temos e o que podemos preservar ou resgatar de nossos ideais e de nossas relações humanas. No início da década de oitenta, recebi amostras da Kodak de um novo filme, desenvolvido especificamente para fins técnicos e científicos. Realizei vários experimentos e a definição da imagem era a melhor que eu já tinha visto, mas o contraste era exagerado e, mesmo usando processos de ultra-compensadores, não consegui a riqueza tonal que buscava. Anos depois, a Kodak desenvolveu um revelador específico para aplicações pictóricas com esse filme. Experimentá-lo pôs fim aos meus experimentos químicos. Tudo o que eu sempre havia buscado em nitidez e riqueza tonal estava lá. Provavelmente, os cientistas da Kodak desenvolveram seu revelador com base nos mesmos princípios com os quais eu vinha experimentando. Fenidona como agente revelador, sulfito de sódio como antioxidante e benzotriazol como agente anti-fog, mas seus resultados foram melhores que os meus. Esse foi um ponto de virada em minha relação com a fotografia e me fez repensar o que eu buscava nela, muito além da técnica e da ciência. Quando a Kodak deixou de fabricar esse filme, comprei todos os rolos e placas disponíveis nas lojas de Barcelona. Sabendo que a -20°C o envelhecimento das emulsões fotográficas em preto e branco se detém, deixei-os no meu congelador, como uma relíquia à espera de uma ocasião especial. Embora as câmeras fotográficas continuem a existir, decidi construir uma câmera eu mesmo para usar esses filmes, como uma metáfora para o esforço de preservar ou resgatar o que prezamos. Uma década havia se passado quando meu amigo, Manoel Morgado, e eu decidimos realizar nosso antigo sonho de uma caminhada invernal no Himalaia, caminhando sobre o rio Zanzkar congelado. Em janeiro, o leito desse rio congela, transformando-o na rota de inverno usada pelos zanskaris há séculos. Era hora de descongelar filme, reaquecer o velho sonho e quase congelar-nos a trinta graus abaixo de zero dentro de um estreito e sombrio cânion do Himalaia. O filme estava intacto, o sonho ainda vivo, a amizade ainda firme. Mas, na verdade, a primeira vez que tirei minha relíquia do congelador foi quando meu amigo Pepe Font de Mora e eu fizemos uma travessia de bicicleta pelo Saara. Era 2008; Pepe e eu não nos víamos há uma década, mas nossa amizade estava viva e aquele velho sonho maior que nunca. No entanto, a única fotografia que fiz naquela viagem foi sobre o fracasso de um sonho. Em 1988, durante minha longa jornada pelo Saara, conheci um jovem nigeriano a caminho da Europa. O pouco que ele levava eram as economias de sua família, investidas no sonho de que ele tivesse uma vida melhor e que um dia pudesse ajudá-los. Vinte anos depois, um pequeno ponto claro na areia chamou nossa atenção e abandonamos a linha reta que tínhamos traçado com a bússola para verificá-lo... um corpo humano, parcialmente decomposto, jazia eternamente naquele vasto vazio. Ao seu redor, não havia uma mochila, uma bolsa, nem mesmo uma simples garrafa de água... apenas um par de sapatos deixado a poucos metros atrás, o último do que se havia despojado. Uma profunda sensação de tristeza me invadiu ao pensar que, na ausência de notícias, alguém poderia estar lutando entre a sensação de ter sido esquecido e a dor de ter perdido um ente querido. Que afortunados somos, de que coisas e até mesmo sonhos ou amizades, possam ser congeladas no tempo e revividas mais tarde. Mas que somos pequenos, sabendo que a vida não se congela. Talvez por isso alguns pretendam tanto "congelar o momento", como se diz em fotografia. Eu nunca tive essa expectativa. Frozen nº 1. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 2. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 3. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 4. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 5. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 6. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 7. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 54 cm. Frozen nº 8. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 45 cm. Frozen nº 9. Platinum sobre papel de algodão - 80 x 54 cm. Frozen. Vídeo 2 min. Emptiness. Fotografia em gelatina de prata sobre papel baritado e areia do Saara em caixa de madeira. 60 x 28 cm. Home

Luiz Simoes

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