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  • 10 Triptics | Luiz Simoes Contem

    Nudez, fragilidade, vulnerabilidade, deveriam causar-nos tristeza, pena, ou ao menos compaixão. Especialmente quando não falamos de corpos, mas sim da nudez do pensamento. O mais íntimo que temos, o que realmente nos faz indivíduos. A barriga. No centro deste saco de desejos e sonhos que somos, onde digerimos, onde gestamos, todos temos uma mesma cicatriz. Gelatina de prata sobre papel de algodão. 65 x 170 cm. La Por (Medo) Meu sobrinho Lucas, eu e meu tio Luiz Simoes Platinotipia sobre papel de algodão. 70 x 160 cm. Three self-portraits for my concrete head (Três autorretratos para minha cabeça concreta) Autorretratos em gelatina de prata sobre esculturas de concreto com meus óculos das últimas décadas e acrílica sobre madeira. 40 x 90 x 25 cm. Three pairs of chairs (Três pares de cadeiras) Gelatina de prata sobre papel de algodão e gelatina de prata sobre acrílico transparente superpostas. 50 x 55 x 5 cm. Nudes and Vunerable (Nus e Vulneráveis) Gelatina de prata sobre vidro de mini televisores em acrílica sobre madeira. 60 x 20 x 8 cm. Sem pé nem cabeça Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 135 x 170 cm. No body (Sem corpo) Gelatina de prata sobre papel de algodão em banheira. 70 x 170 x 13 cm. A Roupa Gelatina de prata sobre papel de algodão em moldura de barras de ferro oxidado. 105 x 180 cm. De un polvo vienes y al polvo volverás (Do coito vens e ao pó retornarás) Terracota, pó metálico, impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico, sobre tela. 102 x 197 cm. Work in progress Paradigma Três projetores antigos, unidade de controle digital, software, som e nove slides em preto e branco. Home

  • Vertidos | Luiz Simoes Contem

    VERTIDOS VERTER: Del Latín vertěre - Derramar, desperdiçar, jogar fora VESTIR: Del Latín vestīre - Cobrir, proteger ou adornar o corpo Lembro-me que quando estava na universidade no Rio, havia um grafite em uma parede que dizia: N ã o adianta lutar, o Sol se apagará dentro de 6 bilhões de anos . Na mesma parede, alguém pintou: Que alívio! Pensei que seria em 6 milhões. Na natureza, tudo sempre ocorreu em uma escala de tempo não humana. É verdade que um dia o sol deixará de brilhar, que a vida em nosso planeta tem prazo de validade, mas estamos acelerando esse processo, tornando-o visível. Nos últimos cem anos, queimamos mais reservas naturais do que em quatro bilhões de anos de atividade orgânica no planeta. Podemos deixar que a história continue sendo lenta? Luiz Simoes, 2004 Os Vertidos alumínio, papelão, plástico, tetra pak e vidro - 2004/2005 Tudo tem ciclos. As histórias que imaginamos têm ciclos; nós temos ciclos e, dentro deles, imaginamos e criamos de formas diferentes. Em 2004, quando me surgiu a ideia de VERTIDOS, em meu pensamento predominava a visão de quão belos somos, capazes de criar beleza mesmo em situações de dificuldade e escassez; ao mesmo tempo, eu queria refletir sobre nossa capacidade destrutiva, tão contrastante e incoerente com nossa capacidade intelectual. Nos anos seguintes, diferentes ciclos me levaram a outras visões. Surgiu então uma segunda série de fotografias, nas quais corpos exaustos e sujos, adornados com nossas criações, jazem sobre a terra. Em minha contínua reflexão, anos mais tarde, criei uma série de pinturas objetuais com aqueles mesmos vestidos, nas quais os corpos já não estão presentes, restando apenas os vestígios de nossas criações. Hoje, vinte anos depois, em meu ciclo atual, inicio uma nova série de cinco obras utilizando o pó desses mesmos materiais, alumínio, plástico, tetra pak, vidro e papelão. A pergunta que me fiz em 1988, durante minha solitária travessia do Saara, volta à minha mente: Cem mil? Um milhão? Quantos anos passariam até que tudo o que construímos desmoronasse e, lentamente, a terra e as ervas daninhas cobrissem tudo, apagando para sempre qualquer vestígio de nossa fugaz presença no planeta? E minha pergunta atual permanece a mesma: Podemos permitir que a história continue sendo lenta? Luiz Simoes, 2024 alumínio, papelão, plástico, tetra pak e vidro - 2007 Vertido de alumínio Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vertido de alumínio sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de plástico Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vertido de plástico sobre tela em vitrine.100x130x10 cm Vertido de tetra pak Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vertido de tetrapak sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de vidro Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vertido de vidrio sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Vertido de papel ã o Acrílica, pigmentos de ferro, poliuretano e Vertido de papel ã o sobre tela em vitrine. 100x130x10 cm Os objetos No poema "Aventura", o protagonista é um frasco que o poeta Manoel de Barros encontra de cabeça para baixo e vazio em um lugar remoto. Nesse estado de abandono, o pote não continha nada além do vazio. Não faz muito tempo, essa vasilha deve ter sido o centro das atenções, atraindo o desejo daqueles que a queriam por perto por causa do que havia dentro. Talvez recebesse olhares de admiração por conter algo que despertava prazer imediato. Imagino que esse pote, agora vazio e abandonado na floresta, possa ter sido um recipiente de doces ou sorvetes. Ocupando o centro da mesa, recebia olhares ansiosos. Quando desejado, o pote pode ter se iludido, pensando que era desejado pelo que era e não pelo que continha temporariamente. Imensa será sua tristeza agora, abandonado. Rejeitado pelos humanos e seus desejos inconstantes, somente a natureza o quer. A natureza nunca despreza; ao contrário, acolhe, regenera, preenche vazios. Disso já sabia Spinoza. Inútil, a lata já não servia para nada, exceto para a metamorfose, pois é isso que a natureza produz em tudo que, recebendo seus cuidados, passa por uma espécie de contágio, uma comunhão. "Depois de se dissolverem na natureza, as latas podem até encantar borboletas", previu o poeta. Algum tempo depois, o escritor teve que retornar ao mesmo lugar remoto. Lembrou-se da lata vazia e abandonada e preparou-se para ver novamente aquela cena triste. Contudo, nesse ínterim, sem que o poeta soubesse, um passarinho voou "por acaso" sobre a lata e depositou uma semente em seu ventre vazio. Já havia lá areia e poeira, depositadas pela natureza. As chuvas e os ventos deram à gestação do frasco força para dar à luz", e onde antes havia vazio, emergiu um poema vivo. Daquele ventre, floresceu uma roseira... "Se não dermos nosso amor, ele apodrece dentro de nós", disse o poeta, agradecendo ao frasco por essa lição que recebera na forma de rosas. Porque o frasco agora estava repleto da beleza que a natureza nos oferece sem pedir nada em troca. Elton Luiz Leite de Souza Filósofo. Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro Uma Tv Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100 x 130 cm Un par de cadeiras Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100 x 130 cm O carrinho Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100 x 130 cm Casaco Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100 x 130 cm A moto Impressão de tinta pigmentada e verniz acrílico sobre tela. 100 x 130 cm Terra Acrílica sobre tela. 130 x 400 cm Escuridão Acrílica sobre tela. 130 x 400 cm Expansão Acrílica, pigmentos e pó metálico sobre linho. 130 x 200 cm Vazio Acrílica sobre tela. 130 x 200 cm Ausência Acrílica sobre tela. 130 x 200 cm Réquiem para 2 Basuróphonos A obra inspira-se na ideia de que em um futuro decadente e degradado, onde os únicos recursos fossem restos de tempos mais prósperos, um personagem que nunca houvesse visto um instrumento musical, construísse sob sua intuição e com escassos recursos, dois instrumentos semelhantes a um violoncelo e um contrabaixo, com os quais expressar seu lamento pela situação de penúria em que se encontra. A música é inspirada no ruído contínuo do caminhão de lixo acelerando seu motor. Reproduzindo os sons com a minha voz, gravei vários fragmentos e, editando-os em linha de tempo, criei a sequência. Foi a forma de compor a minha música sem ser músico. A sequência, em sua forma original, foi interpretada pelo violoncelista Ivan Lorenzana utilizando os instrumentos construídos com lixo, "basura" em espanhol, daí seus nomes Basuróphonos. Réquiem para 2 Basuróphonos é um lamento, um diálogo entre os dois instrumentos, que gira em torno de si mesmo em uma peça que alude ao que estamos fazendo... acelerando. . Réquiem para 2 Basuróphonos Instalação audiovisual para três projetores de slides controlados digitalmente. 7 minutos Entrevista Réquiem para 2 Basuróphonos video 4 minutos. Musitekton - Barcelona, 24 de março de 2012 Iván Lorenzana - Basuróphono mezzo Ernesto Vargas - Basuróphno basso Making of Vertidos - video 4 minutos Making of Ausência - video 4 minutos Brasilea Foundation. Basel, 2006 Galería Blanca Berlin. Madrid, 2008 Centro Cultural Puertas de Castilla. Murcia, 2009 Gassmann Zürich, 2011 Home

  • Home | Luiz Simoes Contem

    Luiz Simoes contemporary artist E ao pó retornarás. Óxido What are you doing the rest of your life PROST Música para 18 coisas ViolaMe VERTIDOS As coisas Tempo 10 Tríptics Frozen SymmetroS Silent escape

  • What are you doing the rest of... | Luiz Simoes Contem

    What are you doing the rest of your life? Falar sobre meu projeto What are you doing the rest of your life? requer retroceder ao ano 2006, quando apresentei na Suíça minha instalação audiovisual Réquiem para 2 Basuróphonos, na qual discurso sobre o esgotamento de recursos. Imaginando-me em um decadente futuro hipotético, construo dois instrumentos musicais, sob minha intuição e sem mais recursos que restos de tempos mais ricos; lixo, basura em espanhol, daí o nome dos instrumentos, Basuróphonos. Assim nasce minha aproximação à arte sonora, que anos mais tarde me levou a realizar o projeto Música para 18 coisas, no qual, sem ser músico nem lutier, construo instrumentos para uma orquestra e componho uma obra musical, questionando o que esperamos das pessoas, o que fazemos de nossas próprias vidas, ou porque ao conhecer alguém, o primeiro que se pergunta é a que se dedica. Um episódio particular me levou a estabelecer qual seria o fio condutor deste novo projeto. Certo dia, uma amiga tocou acidentalmente uma tecla do piano e lhe pedi que a repetisse. Após repeti-la, perguntou-me porquê e lhe respondi que era a primeira nota que toca Bill Evans na música What are you doing the rest of your life? E ela então me perguntou, “o que você está fazendo do resto de sua vida, que sempre diz que começará a estudar música e nunca o faz?” Decidi então que aquela nota e as duas seguintes seriam a interrogação, a razão de existir de Música para 18 coisas, sem dúvida minha obra mais difícil e audaciosa, repleta de perguntas, de ignorância e necessidade de aprendizagem. Após meses de elaboração, ensaiando cada sábado e domingo com 14 músicos em meu ateliê de Barcelona, lidando com minhas limitações e uma infinidade de questionamentos, técnicos ou conceituais e após a premier na Itália, no País Basco e em Barcelona, decidi refazer aquela mesma pergunta, repetir aquelas mesmas notas, Do – Si – Mi. “Que fa – rás?” em uma obra extremamente mais simples, sozinho em meu estúdio, utilizando técnicas e materiais que conheço. Assim, em um momento de necessidade de reclusão, nasceu "Que farás?", cheio de referências de pessoas e de circunstâncias importantes em minha vida, que atraíram ou repeliram, mas que muito influenciaram, quando a palavra Influencer ainda não existia com o significado atual. Nasceu como obra, mas ficou adormecido por anos, como ponto de partida de uma nova série de obras nas quais eu repetiria aquela mesma simples pergunta, “que farás” em diferentes circunstâncias da vida? Assim como em outras de minhas obras, óxido e hidróxido de ferro e até mesmo o próprio processo de oxidação se fundem em gestos de expressionismo e abstração, que aludem à vida e à mais primordial de todas as questões, a existência. A adaptação de "Que Farás?" em formato mural de grande escala, para a Rua da Música, no Parque Jaime Lerner em Curitiba, foi sem dúvida o catalisador que reavivou e impulsionou o projeto, que havia permanecido por mais de uma década em estado de gestação, na fila de perguntas de outros projetos, ou talvez, esperando por um momento circunstancial de minha vida que me impusesse uma vez mais a pergunta… What are you doing the rest of your life? E meu coração bate… uma vez mais, e ao mesmo tempo uma vez menos... Não sei, tenho mais e mais perguntas a cada segundo. Què faràs? - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica e cordas de piano sobre tela em madeira. 108 x 193 cm Que farás? - Óxido e hidróxido de ferro, chapas de ferro acrílicas e cordas de piano. 7 x 15 m. Making of Que farás? Curitiba - vídeo 2 min. Que farás separado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 113 x 138 cm Que farás polarizado? Óxido e hidróxido de ferro e corda de piano sobre madeira. 88 x 80 x 8 cm Que farás gritando? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 140 x 73 cm Que farás afogado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre madeira de rio. 110 x 20 cm Que farás, influencer? Pó de ferro, vidro, ímã e óxido de ferro. 40 cm x altura variável Que farás sem livros? Madeira, papel, tecido, cordas de piano, óxido e hidróxido de ferro. 23 x 31 cm Que farás calado? Óxido e hidróxido de ferro, corda e abafadores de piano sobre tela em madeira. 120 x 80 cm Making of Que farás, calado? - vídeo 7 min. Making of Que farás, gritando? - vídeo 6 min. Galeria Ybakatu, Curitiba - vídeo 1 min. Making of Què farás? - vídeo 1 hora

  • Luiz Simoes | Luiz Simoes Contem

    Luiz Simoes contemporary artist Nascido no Brasil e naturalizado espanhol, Luiz reside e trabalha em Barcelona desde 1986 e atualmente divide seu tempo entre seus estúdios no Brasil e na Espanha. Por Pepe Font de Mora - Fundación Colectania, Barcelona Tenho muito em comum com Luiz Simões e o admiro por inúmeras razões, mas o que mais me fascina em seu caráter e em sua obra é sua capacidade de surpreender e provocar reflexão. Luiz é obcecado por diversos temas e os expressa por meio de variadas técnicas. As magníficas composições em sua série "Silent Escape" são de tirar o fôlego, transmitindo silêncio e solidão a partir de uma perspectiva sutil; ele nunca está muito distante nem muito próximo, no complexo equilíbrio entre técnica e expressão. 10 Trípticos, em que reflete sobre a nudez do pensamento, é uma série no sentido tradicional: autossuficiente, contundente e brilhante. Como nos melhores contos, sabe dosar o que dizer, nem mais nem menos, e encontra um final surpreendente e devastador. Seu desejo por compreender o mundo, talvez devido à sua formação científica e extensas viagens, é evidente nas séries “Tempo” e “Óxido”, onde sua reflexão sobre a oxidação como metáfora do início da vida nos conecta com nossa fragilidade e irreversibilidade. “Vertidos”, “Las cosas”, “Música para 18 cosas” e Prost são as suas obras mais sinfónicas. Incorporam performance, som, música e instalação audiovisual. O espaço expositivo se faz necessário para refletirmos sobre a natureza do universo com o qual coexistimos. Convido vocês a se deixarem envolver e seduzir pela obra de um artista que se torna cada dia mais complexo e sugestivo. Seleção de exposições e instalações 2024 - ÓXIDO. Museo Internacional del Barroco, Puebla - México 2023 - What are you doing the rest of your life? Galeria Ybakatu, Curitiba - Brasil 2023 - Què faràs? Instalación permanente - Cidade da Música, Curitiba - Brasil 2019 - Música para 18 cosas. Fundación Miró Barcelona - Espanha 2015 - PROST. Fundación Miró, Barcelona - Espanha 2014 - Emptiness - Artphilein Collection on display. Artphilein Foundation Lugano - Suíça 2012 - PROST. Kunsthalle - Museumsquartier, Viena - Áustria 2011 - Selected Works. Gassmann Zürich - Suíça 2011 - Música para 18 cosas y Requiem para 2 Basuróphonos. Artium Museo, Vitoria - Espanha 2010 - Viola-Me y Música para 18 cosas. Artista invitado, Il Corpo Violato, Turín - Itália 2009 - Artista invitado, Hot Art Basel 09. Basel - Suíça 2009 - Artista invitado, Las Cosas. 10ª Bienal de La Habana - Cuba 2009 - VERTIDOS. Centro Cultural Puertas de Castilla, Murcia - Espanha 2008 - VERTIDOS. Galería Blanca Berlín, Madrid - Espanha 2008 - Arco 08, Mi propuesta. Colectiva Galería Joan Gaspar, Madrid - Espanha 2007 - Silent Escape. Galería H2O, Barcelona - Espanha 2006 - VERTIDOS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 2006 - SymmetroS. Brasilea Foundation, Basel - Suíça 1998 - Around the Himalayas. Museu da República, Rio de Janeiro - Brasil 1998 - Around the Himalayas. Museu da Imagem e do Som, São Paulo - Brasil 1996 - Voices. Instalación audiovisual en el metro de Barcelona. Año Europeo contra el racismo - Espanha 1992 - SymmetroS. Galeria Fotoptica, São Paulo - Brasil 1992 - SymmetroS. Fundação CSN, Volta Redonda, Rio de Janeiro - Brasil 1991 - 13 Fotógrafos 13 fotos. Colectiva, Galeria 110, Rio de Janeiro - Brasil 1990 - Landscape for a future earth. Galeria Collectors, São Paulo - Brasil 1989 - Abstract Landscape. Galería Railowsky, Valencia - Espanha 1988 Glaciares Alucinógenos. Galería Tartessos, Barcelona - Espanha Home

  • Óxido | Luiz Simoes Contem

    ÓXIDO É uma bela e simples reflexão, a de que uma árvore cresça em duas direções. A copa é bela, e a raiz, invisível. O que vemos muitas vezes vem do que é profundo, escuro, oculto. A metáfora da oxidação como ponto de partida pode parecer absurda. Normalmente a associamos ao envelhecimento, ao desgaste, à passagem do tempo. Mas a oxidação deveria levar-nos a refletir sobre o que é necessário para que algo se oxide, e a resposta é óbvia: oxigênio. No entanto, houve um longo período em que nossa atmosfera era tóxica e inóspita à vida, até que os primeiros organismos vivos começaram a transformar aquela atmosfera primitiva do Pré-Cambriano, preenchendo-a com oxigênio através da fotossíntese. Portanto, para que algo se oxide, foi necessário que algo nascesse, existisse, no mais profundo sentido que a possa ter palavra existência. Uma rocha, ou mesmo o universo como o conhecemos, um dia deixará de existir, mas a consciência dessa finitude nos transforma em seres inquietos e reflexivos, cheios de perguntas, sedentos. “Óxido” é uma segunda interpretação da minha reflexão mais fundamental, presente em toda a minha obra: a existência. É uma extensão de meu projeto anterior, “Tempo”, iniciado em 2006 e ainda inacabado. Enquanto “Tempo” é fotografia e lida com a irreversibilidade, através da ideia de fotografar com câmeras construídas para uma situação específica e com uma única placa de filme, onde não há segunda chance; “Óxido” é pintura, alterável em todo o processo, da primeira à última linha, pincelada ou forma. É o desejo de acreditar que sim, podemos e devemos intervir, criar o destino, fazer de nossa breve existência o momento e o lugar para ser e dar o melhor que possamos. Tudo tem um começo, tudo tem um fim. Criar é minimizar a angústia de sabê-lo. É talvez alcançar a um ponto em que já não soframos por isso, através da reflexão, em processos que são como raízes escuras e subterrâneas, invisíveis para os outros, mas que nutrem e dão forma ao que tornamos visível através de nosso pensamento. El Bardo - Óxido e Hidróxido de Ferro, Acrílico e Cordas de Contrabaixo sobre Tela sobre Madeira. 300 x 180 cm Paraíso, céu, inferno, purgatório, bardo, são conceitos presentes em diversas culturas. A busca de significado, de destino, de um lugar onde sejamos ser eternos. El Bardo é minha reflexão sobre a ideia de que este lugar é aqui mesmo, em nossa simples e limitada existência; onde residem nossos sonhos, nossos ideais, nossos dramas e conflitos, nossas perguntas e nossa falta de respostas, nossas frustrações e conquistas, nosso esforço para sermos e darmos o melhor que possamos. El Bardo talvez seja o melhor que pintei até hoje, possivelmente o que mais se aproxime do que almejo, uma de minhas obras que melhor represente este momento da minha vida, tão repleto de amor genuíno pelo que faço e por pessoas habitam minha vida. Sobre ele paira a sensação de que ainda há muito por fazer; o eterno "E o que está por vir!" enquanto estivermos aqui. Empatia - Óxido e hidróxido de ferro e limalha de ferro sobre tela em madeira com ímãs. 88 x 100 cm Óxido nº 1 - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica earame oxidado sobre tela em madeira. 70 x 70 cm Óxido nº 2 - Óxido e hidróxido de ferro e ferro oxidado sobre tela sobre madeira. 110 x 70 cm Óxido nº 3 - Óxido e hidróxido de ferro, corda de contrabaixo e ferro oxidado sobre tela em madeira. 110 x 70 cm Popocatépetl - Cinza vulcânica e óxido de ferro sobre tela em madeira. 120 x 35 cm. Spectróxido - Ferro oxidado, óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm Espectróxido invertido - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm A Corda bamba - Óxido de ferro e disco abrasivo quebrado sobre tela e corda de piano em grade de ferro. 64x43 cm A Caixa - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano em caixa de ferro. Instalação sonora/sensorial 230x150x180 cm Museo internacional del Barroco, Puebla - México. Outubro/Novembro de 2024 Visita guiada à exposição OXIDO, novembro de 2024 Apoio cultural Home

  • Las cosas | Luiz Simoes Contem

    Las cosas Acumulamos conhecimento, formulamos teorias e encontramos possíveis explicações para algumas das perguntas primordiais. E criamos deuses à nossa imagem e semelhança, mas ainda pensamos e atuamos de forma homocentrista, acreditando que todo o universo circula a nossa volta. Como si todas as coisas nos pertencessem, como si pudéssemos fazer qualquer coisa com todas as coisas, si fôssemos grande coisa. Mas sobre todas as coisas, muita coisa ou pouca coisa, não é grande coisa. Coisa estranha é que qualquer coisa ou coisa nenhuma tenha alguma coisa a ver com outra coisa. Não há outra coisa em que pensar, são coisas da vida, coisa de criança, coisa de velho, e se não, tente outra. Mas como são as coisas, faz coisa de um minuto não havia visto coisa igual, cada coisa em seu lugar; as coisas de casa, a coisa pública, coisas que compartilhamos, todas as coisas, ou meia dúzia de coisas. Como se esa coisa tivesse importância, que coisa mais sem sentido... e não há coisa mais importante que se fazer? É coisa de ter paciência, mas isso é outra coisa. Uma coisa de loucos. Ai que coisa! Cada coisa! Que coisa! Que coisas pensas! Bom... isso é coisa minha. ¡Qué cosa! Por Diana Gort - 10ª Bienal de La Habana Toda história está contida na linguagem *1 , na palavra; aquilo que constrói para nós um imaginário simbólico completo no qual existimos: nós não criamos a linguagem, a linguagem nos cria *2 . Existimos na medida em que somos nomeados, na medida em que construímos, de forma mais plena e eficaz, o espaço da narrativa: o tempo. Babilônia, com seus edifícios de tijolos e templos que se erguiam como pirâmides inacabadas *3 , viu em uma única língua um primeiro passo rumo à dominação mundial. Uma de suas lendas conta que ali os deuses se assustavam com a arrogância dos homens, que os ameaçavam até mesmo em seus lares celestiais. E, de fato, nossa relação com o mundo sempre foi bipolar. Bom-mau, feio-bonito, sujeito e objeto, nós e o outro, nós e as coisas. As Coisas. Asim se titula a exposição que Luiz Simoes apresenta na 10ª Bienal de Havana. Nascido no Brasil e naturalizado espanhol, abandonou os estudos de biologia para se dedicar à fotografia. Atualmente, utiliza diversas técnicas e trabalha em projetos conceituais que levam anos para serem concebidos e executados, resultando, em última instância, em objetos tangíveis. Tudo o que faço é uma reflexão sobre a existência, sobre quão frágil e irreversível é tudo. Esta é a minha questão primordial e está presente em toda a minha obra .*4 As Coisas, além disso, é fruto dos anos de viagem do artista e do seu desejo de compreender o mundo a partir de uma perspectiva holística, talvez devido à sua formação científica.*5 Nesta série de quatro obras — Plasticosa, Electronicosa, Eva, Adão y las Cosas e Qué Cosa? — o artista questiona nossa relevância no universo: somos tão arrogantes e antropocêntricos que criamos Deus à nossa imagem e semelhança.*6 As Coisas" é uma visão panorâmica, mas que inclui o próprio artista, onde Simoes nos vê como pequenos componentes de uma grande máquina, como na obra Electronicosa. É uma narrativa contada através da linguagem, a partir de um conceito desenvolvido ao longo de anos, sobre a história da humanidade, que nos remete não só à Torre de Babel como metáfora do homocentrismo, mas também ao Conhece-te a ti mesmo que o Oráculo de Delfos disse a Aristóteles, ou ao Quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos? de Gauguin. As coisas questionam a humanidade, o humano que também é uma coisa. Desde o momento em que nos nomeamos, desde o momento em que nos perguntamos quem somos, de onde viemos e para onde vamos, somos também um objeto, mais uma coisa entre as coisas. O ser humano, que coisa? ----------------------------------- 1 - Alberto Abreu Arcia. Os Jogos da Escrita ou a (Re)escrita da História. Prêmio Casa de las Américas 2007, ensaio artístico-literário. Editora Casa, Havana, 2007. 2 - Martin Heidegger. Hölderlin e a Essência da Poesia. Biblioteca Digital de Teoria da Cultura Artística. Compilado por Carlos Eddy Simón Forcade. Faculdade de Letras, Universidade de Havana, 2007. 3 - Introdução ao Êxodo. Bíblia Latino-Americana. 4 - Luiz Simoes. Dossiê Tempo. www.luizsimoes.com 5 - Pepe Font de Mora. Sobre Luiz Simoes. www.luizsimoes.com 6 - Luiz Simoes. Entrevista com o artista. Instalação para a 10ª Bienal de Havana, 2009. For English Para Español Para português Per l'Italiano Für Deutsch En français 日本語で聞く場合は、 ¿Qué cosa? 36 telefones que pertenciam a uma delegacia de policia, 36 fotos roubadas com telefone montadas em acrílico, tinta acrílica, voz e circuito eletrônico, em caixa de ferro oxidado. 14x95x185 cm Electronicosa Duratrans e placas de circuitos electrônicos, em caixa de luz. 21x120x234 cm Plasticosa Duratrans em acrílico sobre meus residuos plásticos acumulados em um ano e acrílica, em caixa de luz. 13x90x234 cm Eva, Adão e as Coisas Vídeo de uma performance de dança com música para basuróphonos, voz feminina, serrote e percussão, em tela de 32 polegadas com moldura de ferro oxidado. 10 minutos em loop. 13x90x120 cm Making of Eva, Adão e as Coisas - video 2 min. Coisas são só coisas, e há na vida coisas que não são coisas, que eu não trocaria por coisa nenhuma Frente: Gelatina de prata sobre tela / Verso: Poliuretano, pigmentos de ferro e quadro de bicicleta quebrado. 90x146 cm Coisa de crianças Armas de brinquedo, popoliuretano, óxido e hidróxido de ferro sobre tela de juta. 90x146x19 cm Gelatina de banana sobre prato virada em urina Gelatina de p rata sobre papel virada em ouro. 49x59 cm Décima Bienal de La Habana, 2009 Galeria Blanca Berlin. Madrid, 2008 Making of Las cosas - video 2 min. Home

  • y al polvo volverás | Luiz Simoes Contem

    ...e ao pó retornarás En proceso - Coming soon - Em breve …e ao pó retornarás é um projeto recém-iniciado no qual estou utilizando, como pigmentos para uma série de pinturas, terras, areias e pedras trituradas que venho coletando há décadas em lugares por onde viajei ao longo da minha vida. Embora esteja bastante avançado conceitual e formalmente, ainda se encontra em fase inicial de produção. B P S - Areia do Saara, grafite e dióxido de titânio sobre linho. 130 x 81 cm . Vagando por este imenso deserto, dia após dia acampo onde quer que me encontre, quando se aproxima a mágica hora do crepúsculo. Os azuis profundos dão lugar a vermelhos, lilases, cinzas e ao negro. Na mais profunda solidão que já vivenciei, preparo meu jantar, ouço minha música, escrevo e contemplo o mais majestoso e desconcertante de todos os céus, que me esmaga sobre a Terra e me invade com um profundo sentimentodeo de insignificância. Como cada grão de areia neste vasto deserto, quão pequenos e insignificantes somos nós no Cosmos . Argelia, dezembro de 1988 ETER - instalação audiovisual para 4 projetores de slides, luz e fumaça, projetada sobre a pintura "Meus planos". 5,2 x 1,95 m. ETER Do latim æthēr e do grego aithēr: céu, firmamento, o ar puro e brilhante acima. Em sânscrito “akasha”, o quinto elemento, o espaço no qual tudo existe, que não tem a firmeza da terra, o frescor da água, o calor do fogo, nem o movimento do ar... O Éter Luminífero, que os antigos acreditavam preencher todo o escuro cosmo e permitir que a luz viajasse. A própria essência do vazio. Vazio, no qual me encontro, e que me conduz à pergunta sem resposta... “o nada primordial”, anterior à matéria, à energia e a tudo o que viemos a compreender ou inventar. “O nada” que me redime, que me coloca em minha condição de pó, ao qual tudo retornará. Que me mostra a falta de sentido do todo e todo o sentido de minha breve existência, em paz com nossa pequenez, com nossa irrelevância, com nossa finitude e livre da busca pela eternidade. Khumbu, dezembro 2024 Work in process Home

  • Symmetros | Luiz Simoes Contem

    SymmetroS Muy pronto - Em breve - Coming soon Home

  • Fozen | Luiz Simoes Contem

    Frozen Hoy, cuando la fotografía deja de tener una de sus funciones históricas, la de preservar el pasado y se convierte en herramienta social para enseñar el presente, Frozen (congelado), propone una reflexión sobre lo que hemos tenido, lo que hemos soñado, lo que ya no tenemos y lo que podemos conservar o rescatar de nuestros ideales y nuestras relaciones humanas. A principios de los años ochenta, recibí de Kodak muestras de una nueva película, desarrollada específicamente para fines técnicos y científicos. Realicé varios experimentos y la definición de imagen era la mejor que había visto jamás, pero el contraste era exagerado y por mucho que utilizara procesos ultra compensadores, no conseguí la riqueza tonal que buscaba. Años más tarde, Kodak desarrolló un revelador específico para aplicaciones pictóricas con esta película. Probarlo puso un fin a mis experimentos químicos. Todo lo que yo había buscado siempre en nitidez y riqueza tonal estaba allí. Muy probablemente los científicos de Kodak habían desarrollado su revelador dentro de las mismas bases que yo había estado probando. Fenidona como único agente revelador y sulfito de sodio como antioxidante, pero añadiendo una pequeña cantidad de Benzotriazol como agente anti‐fog, y sus resultados fueron mejores que los míos. Aquello fue un marco en mi relación con la fotografía. Me hizo repensar que buscaba en ella, como medio de expresión, más allá de la técnica y la ciencia. Se acababan los experimentos científicos y aquella se convertiría en mi única película, con pocas variaciones en su revelado, que me permitieran adecuar el contraste a lo que yo quisiera expresar. Cuando Kodak dejó de fabricar esta película, compré todo el estoque disponible en las tiendas de Barcelona. Sabiendo que a veinte grados bajo cero se paraliza el envejecimiento de las emulsiones fotográficas blanco y negro, las guardé en mi congelador, como una reliquia, esperando una ocasión especial. Una década había pasado cuando mi amigo, Manoel Morgado y yo decidimos vivir el antiguo sueño de realizar una travesía invernal en el Himalaya, caminando sobre el río Zanzkar congelado. Durante el mes de enero, el lecho de este río se congela, convirtiéndolo en la ruta invernal utilizada por los Zanzkaris desde hace siglos. Era hora de descongelar película, descongelar el viejo sueño y casi congelarnos a treinta grados bajo cero dentro de un estrecho y sombrío cañón del Himalaya. La película estaba intacta, el sueño seguía vigente, la amistad viva. Pero en realidad, la primera ocasión en la que saqué mi reliquia del congelador fue cuando decidimos Pepe Font de Mora y yo, hacer juntos una travesía en bicicleta por el Sáhara. Era el año 2008, Pepe y yo nos reencontrábamos, después de más de una década sin vernos, sin embargo nuestra amistad seguía intacta y el sueño más vivo que nunca, pero la única fotografía que llegué hacer en aquel viaje discursó sobre el fracaso de un sueño. No del nuestro, sino de otros… desconocidos. Un pequeño punto claro en la llanura desértica nos llamó la atención y nos desviamos de la línea recta que trazábamos a brújula, para averiguar de qué se trataba. Un cuerpo humano en estado parcial de putrefacción yacía eternamente en medio a tanto vacío. Alrededor suyo no había una mochila, un bolso, una simple botella con agua... apenas un par de zapatos dejados unos metros atrás. Lo último de lo que se había despojado. Pensé inmediatamente en aquellos que abandonan sus tierras, sus culturas, sus familias en búsqueda de una vida más digna. Y esta vez fue mi corazón el que se congeló, avasallado por un profundo sentimiento de pena y tristeza, al pensar en aquellos que se quedarán para siempre sin noticias, sin saber si fueron olvidados o si perdieron a un ser querido. Afortunados somos, al poder rescatar sueños, amistades y otras cosas paralizadas en el tiempo. Pero que pequeños somos, al ser conscientes de que la vida no se congela. Quizá, por ello algunos pretendan tanto “congelar el momento”, como se suele decir en fotografía. Yo, no he tenido jamás esta pretensión. Muy pronto - Em breve - Coming soon Home

  • Musica para 18 cosas | Luiz Simoes Contem

    Música para 18 coisas Em 2006, apresentei na Suíça, minha instalação audiovisual Réquiem para 2 Basuróphonos, para a qual eu havia construído dois instrumentos semelhantes a um violoncelo e um contrabaixo e também havia composto a música, fato que surpreendeu a alguns, já que não sou músico nem luthier. Mas na verdade, o resultado final era uma obra visual, algo que eu sempre havia feito. Anos mais tarde decidi trabalhar em algo que não tivesse a imagem como resultado. Algo que não esperassem de mim e que eu mesmo soubesse não estar preparado para realizar. Decidi então compor uma obra musical para ser interpretada por uma orquestra com instrumentos construídos por mim; questionando o que fazemos de nossas vidas, o que esperamos das pessoas, ou porque o primeiro que perguntamos ao conhecer alguém é a que se dedica, estabelecendo filtros para nosso entorno de relacionamentos. Construir os instrumentos de maneira pouco convencional, questionando também como esperamos que sejam as cosas, além das pessoas. Decido também inspirar-me na obra prima de alguém que considero um dos maiores compositores contemporâneos, Music for 18 musicians, de Steve Reich. De fato lhe dedico a obra, mas esta não é a música nem os instrumentos, e sim, o fato de que eu faça algo que não esperem de mim. Como na obra de Reich, pulsação e respiração aludem ao tempo e à vida. O concerto começa com um estetoscópio com microfone embutido e meu coração soando ao vivo, atuando como metrônomo na parte inicial da obra, que se divide em oito seções: pulsação, respiração, crescimento, tormento, caos, harmonia, respiração e pulsação; traçando um círculo interminável através do existir, o crescer e tormento causado pela sensação de que o próprio crescimento gera ainda mais questionamentos. Música para 18 coisas está repleta de elementos que marcaram minha vida nas últimas décadas. Meus desejos, frustrações e realizações com respeito ao que fiz, ao que faço e ao que ainda pretendo fazer, questionando o que somos, com mais e mais perguntas a cada instante. Transcrito da conferência à qual Luiz Simões foi convidado pela Fundação Artphilein em fevereiro de 2010, na Itália, para apresentar os projetos Música para 18 coisas e ViolaMe aos artistas e filósofos participantes do evento Il Corpo Violato. Fundación Miró. Barcelona, 2019 Entrevista, vídeo 8 minutos Obra completa, vídeo de 24 minutos Basuróphonos Basso, Mezzo e da Gamba 00:00 / 00:30 Tubóphonos basso e barítono 00:00 / 00:38 O Cutrecordio 00:00 / 00:27 O Martelo 00:00 / 00:08 Maracalata 00:00 / 00:36 Violoca Vidriáphono 00:00 / 00:08 A voz O Tormentophone 00:00 / 00:16 A Roda 00:00 / 00:19 Meu coração 00:00 / 00:22 Sessão de gravação. Auditório La Fontana. Barcelona 2011 Première no Teatro Espace. Itália 2010. Dia Internacional dos Museus. Museu ARTIUM, Vitória 2011 Trechos de ensaios e da apresentação na Fundação Joan Miró em Barcelona, em 16 de novembro de 2019, no contexto da exposição Arte Sonora? - Vídeo de 6 minutos Apoio cultural Home

  • Livros | Luiz Simoes Contem

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