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- Silent escape | Luiz Simoes Contem
Silent escape Muy pronto - Em breve - Coming soon Home
- What are you doing the rest of... | Luiz Simoes Contem
What are you doing the rest of your life? Falar sobre meu projeto What are you doing the rest of your life? requer retroceder ao ano 2006, quando apresentei na Suíça minha instalação audiovisual Réquiem para 2 Basuróphonos, na qual discurso sobre o esgotamento de recursos. Imaginando-me em um decadente futuro hipotético, construo dois instrumentos musicais, sob minha intuição e sem mais recursos que restos de tempos mais ricos; lixo, basura em espanhol, daí o nome dos instrumentos, Basuróphonos. Assim nasce minha aproximação à arte sonora, que anos mais tarde me levou a realizar o projeto Música para 18 coisas, no qual, sem ser músico nem lutier, construo instrumentos para uma orquestra e componho uma obra musical, questionando o que esperamos das pessoas, o que fazemos de nossas próprias vidas, ou porque ao conhecer alguém, o primeiro que se pergunta é a que se dedica. Um episódio particular me levou a estabelecer qual seria o fio condutor deste novo projeto. Certo dia, uma amiga tocou acidentalmente uma tecla do piano e lhe pedi que a repetisse. Após repeti-la, perguntou-me porquê e lhe respondi que era a primeira nota que toca Bill Evans na música What are you doing the rest of your life? E ela então me perguntou, “o que você está fazendo do resto de sua vida, que sempre diz que começará a estudar música e nunca o faz?” Decidi então que aquela nota e as duas seguintes seriam a interrogação, a razão de existir de Música para 18 coisas, sem dúvida minha obra mais difícil e audaciosa, repleta de perguntas, de ignorância e necessidade de aprendizagem. Após meses de elaboração, ensaiando cada sábado e domingo com 14 músicos em meu ateliê de Barcelona, lidando com minhas limitações e uma infinidade de questionamentos, técnicos ou conceituais e após a premier na Itália, no País Basco e em Barcelona, decidi refazer aquela mesma pergunta, repetir aquelas mesmas notas, Do – Si – Mi. “Que fa – rás?” em uma obra extremamente mais simples, sozinho em meu estúdio, utilizando técnicas e materiais que conheço. Assim, em um momento de necessidade de reclusão, nasceu "Que farás?", cheio de referências de pessoas e de circunstâncias importantes em minha vida, que atraíram ou repeliram, mas que muito influenciaram, quando a palavra Influencer ainda não existia com o significado atual. Nasceu como obra, mas ficou adormecido por anos, como ponto de partida de uma nova série de obras nas quais eu repetiria aquela mesma simples pergunta, “que farás” em diferentes circunstâncias da vida? Assim como em outras de minhas obras, óxido e hidróxido de ferro e até mesmo o próprio processo de oxidação se fundem em gestos de expressionismo e abstração, que aludem à vida e à mais primordial de todas as questões, a existência. A adaptação de "Que Farás?" em formato mural de grande escala, para a Rua da Música, no Parque Jaime Lerner em Curitiba, foi sem dúvida o catalisador que reavivou e impulsionou o projeto, que havia permanecido por mais de uma década em estado de gestação, na fila de perguntas de outros projetos, ou talvez, esperando por um momento circunstancial de minha vida que me impusesse uma vez mais a pergunta… What are you doing the rest of your life? E meu coração bate… uma vez mais, e ao mesmo tempo uma vez menos... Não sei, tenho mais e mais perguntas a cada segundo. Què faràs? - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica e cordas de piano sobre tela em madeira. 108 x 193 cm Que farás? - Óxido e hidróxido de ferro, chapas de ferro acrílicas e cordas de piano. 7 x 15 m. Making of Que farás? Curitiba - vídeo 2 min. Que farás separado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 113 x 138 cm Que farás polarizado? Óxido e hidróxido de ferro e corda de piano sobre madeira. 88 x 80 x 8 cm Que farás gritando? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 140 x 73 cm Que farás afogado? Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre madeira de rio. 110 x 20 cm Que farás, influencer? Pó de ferro, vidro, ímã e óxido de ferro. 40 cm x altura variável Que farás sem livros? Madeira, papel, tecido, cordas de piano, óxido e hidróxido de ferro. 23 x 31 cm Que farás calado? Óxido e hidróxido de ferro, corda e abafadores de piano sobre tela em madeira. 120 x 80 cm Making of Que farás, calado? - vídeo 7 min. Making of Que farás, gritando? - vídeo 6 min. Galeria Ybakatu, Curitiba - vídeo 1 min. Making of Què farás? - vídeo 1 hora
- Fozen | Luiz Simoes Contem
Frozen Hoy, cuando la fotografía deja de tener una de sus funciones históricas, la de preservar el pasado y se convierte en herramienta social para enseñar el presente, Frozen (congelado), propone una reflexión sobre lo que hemos tenido, lo que hemos soñado, lo que ya no tenemos y lo que podemos conservar o rescatar de nuestros ideales y nuestras relaciones humanas. A principios de los años ochenta, recibí de Kodak muestras de una nueva película, desarrollada específicamente para fines técnicos y científicos. Realicé varios experimentos y la definición de imagen era la mejor que había visto jamás, pero el contraste era exagerado y por mucho que utilizara procesos ultra compensadores, no conseguí la riqueza tonal que buscaba. Años más tarde, Kodak desarrolló un revelador específico para aplicaciones pictóricas con esta película. Probarlo puso un fin a mis experimentos químicos. Todo lo que yo había buscado siempre en nitidez y riqueza tonal estaba allí. Muy probablemente los científicos de Kodak habían desarrollado su revelador dentro de las mismas bases que yo había estado probando. Fenidona como único agente revelador y sulfito de sodio como antioxidante, pero añadiendo una pequeña cantidad de Benzotriazol como agente anti‐fog, y sus resultados fueron mejores que los míos. Aquello fue un marco en mi relación con la fotografía. Me hizo repensar que buscaba en ella, como medio de expresión, más allá de la técnica y la ciencia. Se acababan los experimentos científicos y aquella se convertiría en mi única película, con pocas variaciones en su revelado, que me permitieran adecuar el contraste a lo que yo quisiera expresar. Cuando Kodak dejó de fabricar esta película, compré todo el estoque disponible en las tiendas de Barcelona. Sabiendo que a veinte grados bajo cero se paraliza el envejecimiento de las emulsiones fotográficas blanco y negro, las guardé en mi congelador, como una reliquia, esperando una ocasión especial. Una década había pasado cuando mi amigo, Manoel Morgado y yo decidimos vivir el antiguo sueño de realizar una travesía invernal en el Himalaya, caminando sobre el río Zanzkar congelado. Durante el mes de enero, el lecho de este río se congela, convirtiéndolo en la ruta invernal utilizada por los Zanzkaris desde hace siglos. Era hora de descongelar película, descongelar el viejo sueño y casi congelarnos a treinta grados bajo cero dentro de un estrecho y sombrío cañón del Himalaya. La película estaba intacta, el sueño seguía vigente, la amistad viva. Pero en realidad, la primera ocasión en la que saqué mi reliquia del congelador fue cuando decidimos Pepe Font de Mora y yo, hacer juntos una travesía en bicicleta por el Sáhara. Era el año 2008, Pepe y yo nos reencontrábamos, después de más de una década sin vernos, sin embargo nuestra amistad seguía intacta y el sueño más vivo que nunca, pero la única fotografía que llegué hacer en aquel viaje discursó sobre el fracaso de un sueño. No del nuestro, sino de otros… desconocidos. Un pequeño punto claro en la llanura desértica nos llamó la atención y nos desviamos de la línea recta que trazábamos a brújula, para averiguar de qué se trataba. Un cuerpo humano en estado parcial de putrefacción yacía eternamente en medio a tanto vacío. Alrededor suyo no había una mochila, un bolso, una simple botella con agua... apenas un par de zapatos dejados unos metros atrás. Lo último de lo que se había despojado. Pensé inmediatamente en aquellos que abandonan sus tierras, sus culturas, sus familias en búsqueda de una vida más digna. Y esta vez fue mi corazón el que se congeló, avasallado por un profundo sentimiento de pena y tristeza, al pensar en aquellos que se quedarán para siempre sin noticias, sin saber si fueron olvidados o si perdieron a un ser querido. Afortunados somos, al poder rescatar sueños, amistades y otras cosas paralizadas en el tiempo. Pero que pequeños somos, al ser conscientes de que la vida no se congela. Quizá, por ello algunos pretendan tanto “congelar el momento”, como se suele decir en fotografía. Yo, no he tenido jamás esta pretensión. Muy pronto - Em breve - Coming soon Home
- Violame | Luiz Simoes Contem
ViolaMe , parede ezquerda - Óxido de ferro e terracota em medio acrílico sobre tela. 5,2 x 2 m. ViolaMe Um dia um primeiro humano terá dito, “Esta caverna é minha”. Durante algum tempo estive pensado na idéia de que a violência não é uma característica natural do ser humano, como costumam dizer, mas que provém da necessidade de reação frente a uma circunstancia indesejada, sentindo-se agredido, violado. Quando os filósofos Luca De Pietri e Giorgio Palma me convidaram a participar no evento Il Corpo Violato, promovido pela Fundação Artphilein, na Itália, notei que este seria o catalisador deste antigo projeto, uma vídeo instalação na qual alguém fosse invadido em seu espaço, física e culturalmente. Desde o principio estabeleci uma relação entre música e cultura, e isso me levou à idéia de combinar o nome de um instrumento e a palavra violência. Este foi o inicio de Viola-Me. El cosa é um personagem que não representa ninguém. Sua face é plana, sem cor nem caráter e habita um ambiente impregnado de sua presença, criado por três pinturas de grandes formatos que representam suas paredes. Usando placas de ferro oxidado, estampei manchas e formas sobre as telas e com terracota, marcas de meu próprio corpo. Quatro pessoas entram neste espaço empurrando um piano, criando um muro que divide o ambiente em dois lados. Ao notar a presencia de El cosa ao outro lado, começam a empilhar livros sobre o piano, criando com sua cultura uma barreira ainda mais alta. Logo trazem três cadeiras, três violas y começam a afinar seus instrumentos. Sentindo-se invadido, El cosa expressa seu descontentamento com a situação e, ao não haver diálogo, rejeita a invasão destruindo os elementos que a representam, num ritmo crescente, de acordo com seus sentimentos. Seu comportamento agressivo, provocando-lhe sentimentos de dor e pena por si mesmo e por seu agressor é meu principal discurso em ViolaMe, a involuntariedade e a tristeza contidas na violência e a apatia da sociedade moderna diante do fato. Extraído da palestra a que Luiz Simoes foi convidado pela Fundação Artphilein em fevereiro de 2010 na Itália, para apresentar seus projetos ViolaMe e Música para 18 coIsas aos artistas e filósofos participantes no evento Il Corpo Violato . Making of ViolaMe - video 8 minutos A composição Trío para violas y piano ausente sugere reflexão sobre a autocomplacencia e o etnocentrismo em que as vezes caímos, não só na cultura ocidental, mas em todas. No contexto da instalação ViolaMe, alude ao marcado contraste que se da quando nos recluímos em nossos próprios valores, em nossa própria alienação e esta se converte em uma máscara que nos impede atuar e ser coerentes. A peça está construída sobre um padrão harmônico que se repete e sobre o qual se desenha uma linha melódica melancólica; a parte central alude a procedimentos de contraponto, que representam a busca de uma raiz no passado, mas que ao não resolver-se para o presente volta ao padrão inicial, constante, obsessivo e distante. Iván Lorenzana Compositor 00:00 / 07:08 ViolaMe - obra completa. Video - 7 minutos Apoyo Home
- Contato | Luiz Simoes Contem
Luiz Simoes contemporary artist Barcelona +34 619333724 Calle Santa Madrona, 15 Local 9 - Barcelona Rio +5521 974555159 Rua 16, nº28 / 2 Praia de Itaipuaçu. Maricá - Rio de Janeiro luiz@luizsimoes.com www.luizsimoes.com
- Óxido | Luiz Simoes Contem
ÓXIDO É uma bela e simples reflexão, a de que uma árvore cresça em duas direções. A copa é bela, e a raiz, invisível. O que vemos muitas vezes vem do que é profundo, escuro, oculto. A metáfora da oxidação como ponto de partida pode parecer absurda. Normalmente a associamos ao envelhecimento, ao desgaste, à passagem do tempo. Mas a oxidação deveria levar-nos a refletir sobre o que é necessário para que algo se oxide, e a resposta é óbvia: oxigênio. No entanto, houve um longo período em que nossa atmosfera era tóxica e inóspita à vida, até que os primeiros organismos vivos começaram a transformar aquela atmosfera primitiva do Pré-Cambriano, preenchendo-a com oxigênio através da fotossíntese. Portanto, para que algo se oxide, foi necessário que algo nascesse, existisse, no mais profundo sentido que a possa ter palavra existência. Uma rocha, ou mesmo o universo como o conhecemos, um dia deixará de existir, mas a consciência dessa finitude nos transforma em seres inquietos e reflexivos, cheios de perguntas, sedentos. “Óxido” é uma segunda interpretação da minha reflexão mais fundamental, presente em toda a minha obra: a existência. É uma extensão de meu projeto anterior, “Tempo”, iniciado em 2006 e ainda inacabado. Enquanto “Tempo” é fotografia e lida com a irreversibilidade, através da ideia de fotografar com câmeras construídas para uma situação específica e com uma única placa de filme, onde não há segunda chance; “Óxido” é pintura, alterável em todo o processo, da primeira à última linha, pincelada ou forma. É o desejo de acreditar que sim, podemos e devemos intervir, criar o destino, fazer de nossa breve existência o momento e o lugar para ser e dar o melhor que possamos. Tudo tem um começo, tudo tem um fim. Criar é minimizar a angústia de sabê-lo. É talvez alcançar a um ponto em que já não soframos por isso, através da reflexão, em processos que são como raízes escuras e subterrâneas, invisíveis para os outros, mas que nutrem e dão forma ao que tornamos visível através de nosso pensamento. El Bardo - Óxido e Hidróxido de Ferro, Acrílico e Cordas de Contrabaixo sobre Tela sobre Madeira. 300 x 180 cm Paraíso, céu, inferno, purgatório, bardo, são conceitos presentes em diversas culturas. A busca por significado, por destino, por um lugar onde sejamos ser eternos. El Bardo é minha reflexão sobre a ideia de que esse lugar é aqui mesmo, em nossa simples e limitada existência; onde residem nossos sonhos, nossos ideais, nossos dramas e conflitos, nossas perguntas e nossa falta de respostas, nossas frustrações e conquistas, nosso esforço para sermos e darmos o melhor que possamos. El Bardo talvez seja o melhor que pintei até hoje, possivelmente o que mais se aproxime do que almejo, uma de minhas obras que melhor represente este momento da minha vida, tão repleto de amor genuíno pelo que faço e por pessoas habitam minha vida. Sobre ele paira a sensação de que ainda há muito por fazer; o eterno "E o que ainda está por vir!" enquanto estivermos aqui. Empatia - Óxido e hidróxido de ferro e limalha de ferro sobre tela em madeira com ímãs. 88 x 100 cm Óxido nº 1 - Óxido e hidróxido de ferro, acrílica earame oxidado sobre tela em madeira. 70 x 70 cm Óxido nº 2 - Óxido e hidróxido de ferro e ferro oxidado sobre tela sobre madeira. 110 x 70 cm Óxido nº 3 - Óxido e hidróxido de ferro, corda de contrabaixo e ferro oxidado sobre tela em madeira. 110 x 70 cm Popocatépetl - Cinza vulcânica e óxido de ferro sobre tela em madeira. 120 x 35 cm. Spectróxido - Ferro oxidado, óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm Espectróxido invertido - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano sobre tela em madeira. 150 x 97 cm A Corda bamba - Óxido de ferro e disco abrasivo quebrado sobre tela e corda de piano em grade de ferro. 64x43 cm A Caixa - Óxido e hidróxido de ferro e cordas de piano em caixa de ferro. Instalação sonora/sensorial 230x150x180 cm Museo internacional del Barroco, Puebla - México. Outubro/Novembro de 2024 Apoio cultural Home
- Prost | Luiz Simoes Contem
PROST Kunsthalle – Museumsquartier, Viena. Março de 2012 Fundação Joan Miró, Barcelona. Março/junho de 2015 Ainda fluindo através do universo, a onda de 160,2 GHz conhecida como Radiação Cósmica de Fundo é, supostamente, o eco do Big Bang. Normalmente associamos a idéia de eco como pós-algo, mas dificilmente a concebemos como causa-de, como causa de um novo drama que evoque uma nova reverberação, produzindo, talvez, outro estado e assim sucessivamente. Um universo em expansão, a caminho a um novo colapso, é parte de uma "liberdade evolutiva" que talvez somente na queda encontre uma forma de renascer. Kunsthalle – Museumsquartier, Viena. Março de 2012 Fundação Joan Miró. Barcelona, março/junho de 2015 Durante uma vernissage, os convidados estão tomando taças de vinho (a taça como metáfora de celebração, clímax e felicidade). No centro da sala, uma mesa de vidro com quatro alto-falantes posicionados nos cantos está suspensa por cabos de aço. Os alto-falantes reproduzem o agradável som das taças em resonância. Esse som harmônico começa a aumentar de volume, incomodando o público. Nesse momento, uma advertência se ouve pelo alto-falante: Atenção, por favor. Informamos que sua taça pode esplodir em sua mão a qualquer momento. Recomendamos deixá-la sobre a mesa. Continuar segurando-a, será por sua conta e risco. Ninguém se responsabilizará por isso. As pessoas começam a deixar suas taças na mesa, e o som quebra algumas das taças próximas aos alto-falantes. A mesa, repleta de taças, começa a subir lentamente, puxada pelos cabos de aço. O som se intensifica fortemente e, a grande altura, o tampo de vidro, incapaz de resistir, se quebra. Uma enorme cascata de vidro cai sobre uma placa de madeira negra, coberta com resina de poliéster, posicionada no lugar de impacto. Ao solidificar-se a resina, os fragmentos brilhantes de vidro se aderem à superfície negra, como metáfora de um novo universo, contendo ordem e entropia. PROST Viena , 2012 - Resina de poliéster, vidro e taças de vinho sobre madeira tingida. 210 x 130 cm PROST Barcelona , 2015 - Resina de poliéster, vidro e taças de vinho sobre madeira tingida. 260 x 160 cm Ensaio técnico em escala reduzida Apoio cultural Home
- Tempo | Luiz Simoes Contem
Tempo Muy pronto - Em breve - Coming soon Home
- 10 Triptics | Luiz Simoes Contem
10 Trítics Muy pronto - Em breve - Coming soon Home
- Livros | Luiz Simoes Contem
Muy pronto Em breve Coming soon
- y al polvo volverás | Luiz Simoes Contem
...e ao pó retornarás En proceso - Coming soon - Em breve …e ao pó retornarás é um projeto recém-iniciado no qual estou utilizando, como pigmentos para uma série de pinturas, terras, areias e pedras trituradas que venho coletando há décadas em lugares por onde viajei ao longo da minha vida. Embora esteja bastante avançado conceitual e formalmente, ainda se encontra em fase inicial de produção. B P S - Areia do Saara, grafite e dióxido de titânio sobre linho. 130 x 81 cm . Vagando por este imenso deserto, dia após dia acampo onde quer que me encontre, quando se aproxima a mágica hora do crepúsculo. Os azuis profundos dão lugar a vermelhos, lilases, cinzas e ao negro. Na mais profunda solidão que já vivenciei, preparo meu jantar, ouço minha música, escrevo e contemplo o mais majestoso e desconcertante de todos os céus, que me esmaga sobre a Terra e me invade com um profundo sentimentodeo de insignificância. Como cada grão de areia neste vasto deserto, quão pequenos e insignificantes somos nós no Cosmos . Argelia, dezembro de 1988 ETER - instalação audiovisual para 4 projetores de slides, luz e fumaça, projetada sobre a pintura "Meus planos". 5,2 x 1,95 m. ETER Do latim æthēr e do grego aithēr: céu, firmamento, o ar puro e brilhante acima. Em sânscrito “akasha”, o quinto elemento, o espaço no qual tudo existe, que não tem a firmeza da terra, o frescor da água, o calor do fogo, nem o movimento do ar... O Éter Luminífero, que os antigos acreditavam preencher todo o escuro cosmo e permitir que a luz viajasse. A própria essência do vazio. Vazio, no qual me encontro, e que me conduz à pergunta sem resposta... “o nada primordial”, anterior à matéria, à energia e a tudo o que viemos a compreender ou inventar. “O nada” que me redime, que me coloca em minha condição de pó, ao qual tudo retornará. Que me mostra a falta de sentido do todo e todo o sentido de minha breve existência, em paz com nossa pequenez, com nossa irrelevância, com nossa finitude e livre da busca pela eternidade. Khumbu, dezembro 2024 Work in process Home
- Musica para 18 cosas | Luiz Simoes Contem
Música para 18 coisas Em 2006, apresentei na Suíça, minha instalação audiovisual Réquiem para 2 Basuróphonos, para a qual eu havia construído dois instrumentos semelhantes a um violoncelo e um contrabaixo e também havia composto a música, fato que surpreendeu a alguns, já que não sou músico nem luthier. Mas na verdade, o resultado final era uma obra visual, algo que eu sempre havia feito. Anos mais tarde decidi trabalhar em algo que não tivesse a imagem como resultado. Algo que não esperassem de mim e que eu mesmo soubesse não estar preparado para realizar. Decidi então compor uma obra musical para ser interpretada por uma orquestra com instrumentos construídos por mim; questionando o que fazemos de nossas vidas, o que esperamos das pessoas, ou porque o primeiro que perguntamos ao conhecer alguém é a que se dedica, estabelecendo filtros para nosso entorno de relacionamentos. Construir os instrumentos de maneira pouco convencional, questionando também como esperamos que sejam as cosas, além das pessoas. Decido também inspirar-me na obra prima de alguém que considero um dos maiores compositores contemporâneos, Music for 18 musicians, de Steve Reich. De fato lhe dedico a obra, mas esta não é a música nem os instrumentos, e sim, o fato de que eu faça algo que não esperem de mim. Como na obra de Reich, pulsação e respiração aludem ao tempo e à vida. O concerto começa com um estetoscópio com microfone embutido e meu coração soando ao vivo, atuando como metrônomo na parte inicial da obra, que se divide em oito seções: pulsação, respiração, crescimento, tormento, caos, harmonia, respiração e pulsação; traçando um círculo interminável através do existir, o crescer e tormento causado pela sensação de que o próprio crescimento gera ainda mais questionamentos. Música para 18 coisas está repleta de elementos que marcaram minha vida nas últimas décadas. Meus desejos, frustrações e realizações com respeito ao que fiz, ao que faço e ao que ainda pretendo fazer, questionando o que somos, com mais e mais perguntas a cada instante. Transcrito da conferência à qual Luiz Simões foi convidado pela Fundação Artphilein em fevereiro de 2010, na Itália, para apresentar os projetos Música para 18 coisas e ViolaMe aos artistas e filósofos participantes do evento Il Corpo Violato. Fundación Miró. Barcelona, 2019 Entrevista, vídeo 8 minutos Obra completa, vídeo de 24 minutos Basuróphonos Basso, Mezzo e da Gamba 00:00 / 00:30 Tubóphonos basso e barítono 00:00 / 00:38 O Cutrecordio 00:00 / 00:27 O Martelo 00:00 / 00:08 Maracalata 00:00 / 00:36 Violoca Vidriáphono 00:00 / 00:08 A voz O Tormentophone 00:00 / 00:16 A Roda 00:00 / 00:19 Meu coração 00:00 / 00:22 Sessão de gravação. Auditório La Fontana. Barcelona 2011 Première no Teatro Espace. Itália 2010. Dia Internacional dos Museus. Museu ARTIUM, Vitória 2011 Trechos de ensaios e da apresentação na Fundação Joan Miró em Barcelona, em 16 de novembro de 2019, no contexto da exposição Arte Sonora? - Vídeo de 6 minutos Apoio cultural Home